Com novas estações, Metrô-DF vai transportar até 180 mil pessoas por dia

Fotos: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília
Fotos: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

A compilação dos dados de infraestrutura do sistema de transporte metroviário do Distrito Federal aponta para uma ampliação estrutural significativa, focada em otimizar a mobilidade urbana e o volume de passageiros.

Este levantamento prioriza estritamente as métricas operacionais, orçamentárias e tecnológicas das obras em andamento e dos projetos em fase de estudo.

Atualmente, o Metrô-DF possui 42,3 quilômetros de extensão e transporta uma média diária de 160 mil usuários.

O investimento da administração pública na ampliação do sistema já ultrapassou a marca de R$ 119,3 milhões nos últimos anos.

Com a conclusão das expansões nas áreas oeste, o percurso total passará para 48,2 quilômetros, projetando uma capacidade operacional diária de até 180 mil passageiros.

Entre as adições recentes, desde 2019, o sistema passou a contar com três novas estações: a Estação 106 Sul e a Estação 110 Sul, inauguradas em setembro de 2020 no Plano Piloto, e a Estação Estrada Parque, em Águas Claras, entregue no mesmo mês e ano.

O montante aplicado nessas três estações alcançou R$ 42 milhões, resultando no acréscimo de 5 mil passageiros à movimentação diária do sistema.

A ampliação da rede nessas duas regiões administrativas representará a adição conjunta de 5,9 quilômetros de via e quatro novas paradas, absorvendo aproximadamente 25 mil novos passageiros todos os dias.

O trecho em obras no ramal de Samambaia adicionará 3,6 quilômetros a partir da atual Estação Samambaia, avançando até as proximidades da 1ª Avenida Sul.

Serão construídas as estações 35 e 36, que somam aproximadamente 7 mil metros quadrados de área edificada e estão estrategicamente localizadas perto da UPA e do Centro Olímpico e Paralímpico (COP). A infraestrutura requer três novas subestações retificadoras de energia (SRs).

O cronograma físico, iniciado entre março e abril de 2025, conta com frentes de terraplenagem, contenções, drenagem e intervenções especiais, gerando cerca de 350 empregos.

O projeto possui um orçamento estimado em R$ 319 milhões, com execução contábil atual superior a R$ 77,6 milhões.

A meta é atender uma demanda de 12 a 15 mil usuários diários, o que resultará em uma redução viária equivalente a 3.225 automóveis ou 62 ônibus alongados.

Já o ramal de Ceilândia encontra-se em fase de licitação reaberta em março deste ano. A malha será estendida em 2,3 quilômetros, da Estação Ceilândia até as margens da BR-070.

O projeto prevê a instalação de duas novas estações nas proximidades da UPA e do COP locais, com capacidade operacional projetada para atender entre 15 e 18 mil passageiros diários.

Atualmente em fase de elaboração dos Estudos Preliminares de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTea), a Linha 2 configura-se como um novo eixo metroferroviário de grande porte.

O traçado previsto terá aproximadamente 60 quilômetros de extensão, conectando a área sul, incluindo Santa Maria, Gama, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Candangolândia, ao Cruzeiro e ao Plano Piloto.

A rede integrará pontos nodais estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto e a Esplanada dos Ministérios.

A capacidade do projeto visa suportar 130 mil passageiros por dia, com 50 mil alocações apenas no horário de pico matutino.

A estimativa preliminar de orçamento exige um investimento robusto que varia entre R$ 13,4 bilhões e R$ 20,4 bilhões, dependendo das definições tecnológicas e arquitetônicas da fase de modelagem.

Para complementar a infraestrutura pesada, o sistema tem recebido atualizações constantes em suas rotinas tecnológicas e de software, visando maior eficiência no fluxo de usuários.

O acesso físico foi atualizado com novos validadores e a implementação de tecnologia NFC para pagamento por aproximação direto nas catracas.

A bilhetagem em papel foi substituída integralmente pelo uso de tecnologia de QR Code.

Adicionalmente, foram instalados painéis digitais em todas as 27 estações ativas para o rastreamento logístico exato dos horários de chegada e partida das composições.

Houve também a introdução de um aplicativo multiplataforma (iOS e Android) que unifica o rastreio do sistema em tempo real, oferece suporte remoto para segurança e facilita o gerenciamento de achados e perdidos.

Por fim, a carga horária das operações de ponta foi estendida, com os complexos abrindo mais cedo, às 5h30 da manhã diariamente, e encerrando as atividades às 21h30 aos domingos, ampliando a janela de mobilidade em relação ao limite anterior das 19h

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