O número de mortos na queda de um avião militar na Colômbia subiu para 66, de acordo com as autoridades locais.
O acidente ocorreu nesta segunda-feira (23/03), durante a decolagem da aeronave modelo Hercules C-130 , fabricada pela empresa norte-americana Lockheed Martin.
Quatro pessoas ainda estão desaparecidas e as equipes de resgate continuam as buscas na região, enquanto dezenas de sobreviventes já foram encaminhados para hospitais próximos.
A aeronave transportava 128 pessoas, incluindo 115 militares do Exército, 11 membros da Força Aérea e dois policiais.
Segundo o chefe das Forças Armadas colombianas, Hugo Alejandro López, o desastre aconteceu no momento em que o avião decolava de Puerto Leguízamo , cidade localizada na fronteira com o Peru, na região amazônica.
Relatos indicam que o avião pode ter sofrido um impacto no final da pista e que uma das asas atingiu uma árvore, o que teria causado um incêndio e a detonação de um dispositivo explosivo a bordo.
O difícil acesso à área remota complicou os primeiros esforços de socorro, inicialmente realizados por moradores locais em motocicletas.
A tragédia levantou críticas sobre a burocracia na modernização das Forças Armadas.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se exigindo agilidade e ameaçando remover funcionários que dificultem o processo de atualização dos equipamentos militares.
O modelo C-130 está em uso no país desde o final da década de 1960 e, mais recentemente, a Colômbia adquiriu aeronaves mais novas enviadas pelos Estados Unidos através de acordos de transferência.
A Lockheed Martin declarou estar comprometida em auxiliar nas investigações.
O episódio ocorre semanas após a queda de outro Hércules C-130 na Bolívia, que resultou em mais de 20 mortes na cidade de El Alto.




