Um levantamento aprofundado realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, com base nos registros oficiais da Secretaria Nacional de Trânsito, revelou que os veículos nas cores branca, preta e prata somam, juntos, mais da metade de toda a frota circulante no país no fechamento de dois mil e vinte e cinco.
A cor branca mantém a liderança isolada e absoluta, pintando a lataria de quase vinte e nove milhões de automóveis, o que representa quase vinte e dois por cento do mercado nacional após um crescimento contínuo no último ano.
Logo no retrovisor, a cor preta ocupa a segunda posição com expressivos vinte e cinco milhões de unidades, seguida de perto pela clássica e versátil tonalidade prata.
A análise executiva do estudo aponta que esse cenário reforça uma tendência estrutural profunda do mercado automotivo nacional, onde as cores neutras são tradicionalmente associadas a uma maior liquidez e valorização financeira no momento da revenda.
A união estatística das cores branca, preta, prata e cinza chega a dominar impressionantes sessenta e sete por cento de todos os carros em circulação.
Fugindo levemente do padrão monocromático, a cor vermelha desponta como a única tonalidade vibrante a conseguir furar a bolha conservadora, representando pouco mais de quinze por cento da frota, mantendo-se muito à frente de outras opções vivas como o azul, o verde e o amarelo.
Paralelamente, a categoria fantasia, que engloba veículos com pinturas personalizadas, adesivagens ou envelopamentos camuflados e foscos, registrou o maior avanço proporcional do período, embora ainda represente uma fatia quase invisível de zero vírgula um por cento do mercado total.
O mapa das cores, no entanto, apresenta nuances geográficas curiosas quando analisado sob a ótica regional. No estado de São Paulo, o maior e mais influente polo automotivo do país, a cor preta assume a coroa isolada das ruas, dominando vinte por cento de toda a frota paulista com mais de sete milhões de veículos em circulação, empurrando o branco e o prata para as posições seguintes.
O cenário de preferência se inverte nas vias do Rio de Janeiro, onde o branco retoma a liderança como a escolha favorita dos proprietários fluminenses, seguido pelo preto e pelo prata.
Independentemente dessas pequenas variações estaduais, os dados consolidados evidenciam de forma clara que o consumidor brasileiro continua tratando o automóvel como um ativo de proteção patrimonial, onde a escolha da cor no salão da concessionária é ditada fundamentalmente pela facilidade de comercialização futura.




