Boeing entrega 51 aviões em fevereiro e amplia vantagem sobre a Airbus

Foto: Divulgação/Boeing
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A gigante aeroespacial norte-americana Boeing retomou o protagonismo na acirrada disputa global de aviação comercial ao registrar a entrega de cinquenta e uma aeronaves apenas no mês de fevereiro.

O marco estatístico, detalhado no balanço corporativo divulgado nesta segunda-feira, representa o maior volume de despachos da fabricante para este mês desde dois mil e dezoito.

A performance de vendas não apenas confirma a consistência da linha de montagem, mas amplia significativamente a vantagem inicial da companhia sobre a sua principal rival, a europeia Airbus, que amargou a entrega de apenas trinta e cinco unidades no mesmo recorte de tempo.

O expressivo avanço em fevereiro foi sustentado majoritariamente pela família de jatos de corredor único, englobando a entrega de quarenta e três modelos 737 MAX, que foram complementados por oito aeronaves de fuselagem larga, incluindo três cobiçados Dreamliners, dois robustos cargueiros 777 e três unidades do modelo 767.

Esse salto nos números consolida a franca recuperação financeira e operacional da Boeing, que tenta virar a página de forma definitiva após enfrentar a maior crise de sua história recente, marcada pelo aterramento global da frota do 737 MAX e por rigorosos escrutínios governamentais de controle de qualidade.

A curva ascendente já havia ganhado tração no encerramento de dois mil e vinte e cinco, quando a empresa despachou seiscentos aviões comerciais, atingindo o seu maior patamar anual dos últimos sete anos.

Entre os destaques logísticos do último mês, figurou o envio de um jato para a chinesa Shenzhen Airlines, selando a entrega final de um extenso lote de centenas de aeronaves que aguardavam pesadas modificações técnicas nos Estados Unidos.

Somando os dois primeiros meses de dois mil e vinte e seis, a americana já colocou noventa e sete jatos no mercado, garantindo cento e dezoito pedidos líquidos consolidados em sua carteira.

Apesar da retomada vigorosa na linha principal, a produção do prestigiado 787 Dreamliner continua tropeçando em gargalos técnicos e regulatórios, mantendo-se muito abaixo da meta corporativa de oito aeronaves mensais.

A entrega de apenas três unidades desse modelo específico em fevereiro escancara os atrasos persistentes relacionados à rigorosa certificação de novos assentos de classe premium.

A situação afeta drasticamente clientes de peso como a alemã Lufthansa, que mantém treze Dreamliners estacionados em solo americano aguardando a aprovação oficial da Administração Federal de Aviação para suas novas poltronas de classe executiva.

Sem o aval burocrático completo, a companhia europeia confirmou que precisará iniciar as operações da frota no final de março com alguns assentos da cabine de luxo interditados para os passageiros.

Do outro lado do Atlântico, o início de ano letárgico da Airbus levanta sérios questionamentos sobre a viabilidade de sua meta agressiva de entregar oitocentos e setenta aviões em dois mil e vinte e seis.

Com apenas cinquenta e quatro despachos acumulados até o final de fevereiro, a fabricante atingiu pouco mais de seis por cento de seu alvo anual, caracterizando um recuo frente aos números do mesmo período do ano anterior.

O principal freio de mão da gigante europeia continua sendo a grave restrição no fornecimento global de motores, um gargalo que asfixia diretamente a cadência de montagem da popular família A320neo.

Em contrapartida, a Boeing, que preferiu não engessar o mercado publicando uma meta formal para o ano, já opera com o sinal verde do órgão regulador americano para acelerar a sua linha do 737 para até quarenta e duas aeronaves por mês, preparando o terreno logístico para tentar reconquistar de vez a liderança do setor.

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