O avanço do envelhecimento populacional no Brasil, evidenciado pelos dados do Censo de 2022 com mais de 22 milhões de pessoas acima de 65 anos, impõe desafios de acessibilidade ao modelo de transporte individual por aplicativo.
Em artigo assinado por João Paulo, gestor de projetos da Mind Mobilidade Urbana, são detalhadas as dificuldades operacionais que começam nas interfaces dos sistemas digitais e se estendem até a escassez de veículos adaptados e o descarte de treinamento específico para a condução desse público.
No âmbito legal, a Lei Brasileira de Inclusão fixa a reserva de 10% da frota de táxis para veículos totalmente acessíveis sem a aplicação de custos adicionais, porém a legislação federal regente das plataformas de transporte privado não estabelece uma cota fixa nacional para carros adaptados, delegando as diretrizes de incentivo ou obrigatoriedade às regulamentações de cada município.
As principais limitações apontadas abrangem a ausência de modos de navegação simplificados para leitores de tela, a incerteza quanto à capacidade dos porta-malas para o transporte de cadeiras de rodas dobráveis e a escassez de veículos dotados de rampas elevatórias fora das capitais.
Para mitigar o problema, especialistas defendem a criação de incentivos fiscais e regulatórios nas prefeituras, o aperfeiçoamento da acessibilidade nos aplicativos e a implementação de rotinas de capacitação para a gestão das corridas por parte dos motoristas parceiros.




