A alta nos preços do barril de petróleo está levando diversos países, com destaque para a região asiática, a acelerarem a adoção do etanol em suas frotas automotivas.
Um relatório divulgado nesta segunda-feira (23/03), pela empresa de análise e serviços de cadeia de suprimentos Czarnikow, aponta que a estratégia governamental busca reduzir a dependência e a demanda direta por gasolina.
O movimento ganha força no mercado internacional como uma alternativa econômica imediata diante da volatilidade e do encarecimento estrutural dos combustíveis fósseis.
O levantamento detalha que os produtores de etanol na Índia já articulam pedidos para elevar a mistura do biocombustível na gasolina para além do atual patamar de 20%.
Nas Filipinas, o governo busca ampliar as importações do produto para garantir o cumprimento da cota obrigatória de 10% de mistura, conhecida como E10.
O Vietnã planeja implementar a mesma proporção de 10% na sua rede de abastecimento a partir do mês de junho.
Na Tailândia, a mistura E20 tornou-se mais barata do que a gasolina pura pela primeira vez em quase 10 anos, cenário que pode forçar o país a redirecionar grande parte de sua produção de açúcar para a fabricação do biocombustível.
O impacto da nova dinâmica global também projeta reflexos diretos para o mercado brasileiro.
A análise técnica da Czarnikow estima que, caso a Petrobras decida ajustar o preço interno da gasolina para alinhar-se à política de paridade de importação, as cotações do etanol poderão registrar uma alta significativa.
Nesse cenário de reajuste de preços, o valor do biocombustível no Brasil subiria para um patamar equivalente ao do açúcar bruto negociado a 18 centavos de dólar por libra-peso no mercado internacional.




