O fechamento do espaço aéreo, motivado pela contínua campanha militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, transformou hubs vitais como Dubai, o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, em cidades fantasmas para o turismo regular.
Dados de rastreamento aéreo contabilizam um saldo assustador de mais de doze mil e trezentos voos cancelados em sete grandes aeroportos desde o final de fevereiro, obrigando os governos locais a improvisarem corredores humanitários limitados para tentar escoar as dezenas de milhares de passageiros que ficaram presos no fogo cruzado geopolítico.
Os primeiros movimentos de alívio começaram a ser desenhados com a partida de voos iniciais de repatriação com destino à Grã-Bretanha e à França, mas o volume dessas operações é ínfimo se comparado ao tráfego habitual da região.
A Qatar Airways permanece com sua frota totalmente em solo, aguardando o sinal verde das autoridades de aviação civil para decolar, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Catar estima que quase oito mil pessoas estejam retidas em trânsito no país.
No vizinho Emirados Árabes Unidos, a situação é similar, a Emirates e a Etihad Airways estenderam a suspensão de suas rotas regulares, operando apenas voos cargueiros e de resgate muito específicos, e alertaram os viajantes para que não se dirijam aos terminais sem contato prévio das companhias.
O efeito dominó desse bloqueio atingiu em cheio as gigantes europeias, que se viram forçadas a cortar conexões vitais com o Oriente Médio.
O Grupo Lufthansa, englobando suas subsidiárias suíças e austríacas, suspendeu serviços para capitais como Teerã, Beirute e Amã até a segunda semana de março, movimento seguido pela British Airways, Air France e KLM.
A interrupção generalizada também afetou a Turkish Airlines e a low-cost Wizz Air, que tentam remanejar a capacidade para destinos alternativos no Egito.
Líderes do setor alertam que, mesmo após a reabertura formal dos céus, a normalização será lenta e dolorosa, pois tripulações e aeronaves estão dispersas pelo globo, e o aumento nos preços do petróleo deve encarecer permanentemente as rotas entre a Ásia e a Europa devido aos longos desvios de segurança necessários.




