Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro auto

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral, seja um modelo zero quilômetro ou até mesmo um veículo de entrada usado fabricado a partir de 2016, devem informar previamente a seguradora para evitar problemas sérios em caso de sinistro.
A Federação Nacional de Seguros Gerais alerta que a adesivação e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, atos de vandalismo e circulação constante em eventos públicos.
Caso o perfil de uso do veículo seja alterado sem a devida atualização da apólice, o proprietário corre o risco de ter a indenização recusada em situações de roubo, furto ou colisão.
As seguradoras argumentam que o uso do carro para o transporte de material de campanha, apoio ou deslocamento de equipes altera as condições originais avaliadas no momento em que o contrato foi firmado.
Além disso, danos aos próprios adesivos ou envelopamentos não costumam estar cobertos pelos seguros convencionais, assim como prejuízos gerados por tumultos e motins.
Para garantir que a cobertura seja mantida, é indispensável consultar o corretor de seguros antes de prestar qualquer serviço político, solicitar um endosso para registrar a alteração formalmente na apólice e conferir se o nível de envelopamento exige a atualização do documento do veículo junto ao Detran.

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