A Embraer anunciou no último fim de semana que a companhia aérea Finnair firmou um pedido para a aquisição de até 46 aeronaves do modelo E195-E2, contemplando 18 encomendas firmes, 16 opções de compra e 12 direitos de aquisição.
Impulsionada pela oficialização do negócio, as ações da fabricante brasileira registraram uma alta expressiva de 6,66% na Bolsa de Valores, cotadas a R$ 77,17 no início da tarde desta segunda-feira, dia 23.
O novo lote de aviões substituirá a frota mais antiga da empresa europeia, alinhando-se a uma estratégia de expansão focada em modelos com maior eficiência e flexibilidade operacional.
As entregas estão programadas para começar no terceiro trimestre de 2027 e seguirão até o ano de 2029.
O avanço nas negociações comerciais ocorre em um momento desafiador para o setor de aviação, marcado pela alta nos preços do petróleo e pelo conflito geopolítico envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Analistas de instituições financeiras como o Bradesco BBI avaliaram o acordo de forma positiva, apontando que as decisões de renovação de frota possuem um horizonte de longo prazo, fator que ajuda a mitigar os receios de uma paralisação nas encomendas devido às tensões globais.
Considerando os valores de tabela, o pedido firme adicionaria cerca de US$ 1.600.000.000 à carteira da Embraer. Aplicando os descontos habituais do mercado, o incremento real ficaria na faixa de US$ 870.000.000.
Diversos relatórios de bancos de investimento reforçaram o otimismo com a transação.
O JPMorgan destacou que o anúncio reverte parte do pessimismo recente dos investidores, especialmente após as ações da Embraer acumularem uma queda de no ano sob os reflexos da guerra no Oriente Médio.
O Itaú BBA ressaltou que a venda adiciona um endosso de peso ao programa de jatos E2 da fabricante, calculando que o impacto na carteira de encomendas pode chegar a US$ 625.000.000 após descontos, impulsionando um montante total que já alcançava os US$ 31.600.000.000 no fechamento de 2025.
O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para os papéis da companhia, destacando que a carteira robusta garante a estabilidade de entregas para os próximos anos.
Paralelamente, a Finnair também estuda a aquisição de jatos da Airbus no mercado de usados para complementar sua frota estrutural.




