O movimento financeiro foi impulsionado pelo anúncio de que a planta industrial da empresa no Brasil assegurou contratos de exportação totalizando 100.000 veículos para os mercados da Argentina e do México.
Essa manobra reforça a estratégia de expansão agressiva da marca na América Latina, consolidando o território brasileiro como um polo produtivo e logístico fundamental para as operações internacionais da montadora chinesa diante da volatilidade econômica global.
A vice-presidente executiva para as Américas, Stella Li, detalhou que os contratos estão distribuídos em 50.000 unidades para cada 1 dos países parceiros.
A produção será concentrada na unidade de Camaçari, na Bahia, que atualmente opera com capacidade de 150.000 veículos por ano, mas possui um cronograma de expansão para atingir 600.000 unidades em fases futuras.
O Brasil consolidou-se como o maior mercado da BYD fora da China, com a venda de 113.000 veículos no último ano e uma nova meta estabelecida em 250.000 emplacamentos para o ciclo de 2026.
A empresa também confirmou um aporte de R$ 300.000.000 para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro ainda este ano.
O foco em mercados externos ocorre em um momento de pressão no mercado doméstico chinês, onde a BYD registrou queda de 30% nas vendas de janeiro, totalizando 210.000 unidades.
Para compensar a retração interna, a meta global de vendas fora da China foi fixada em 1.300.000 veículos para 2026, o que representa um aumento de 24% em relação ao desempenho do ano anterior.
O otimismo gerado pelos novos pedidos no Brasil impulsionou outras gigantes do setor de tecnologia, como a Xiaomi e a NIO, que registraram altas de 5,6% e 5%, respectivamente.
A fabricante de baterias CATL também atingiu sua máxima histórica com valorização de 7,9%, refletindo a confiança dos investidores na aceleração da eletrificação veicular diante da alta dos preços do petróleo.




