O governo de Donald Trump avalia com cautela uma nova rodada de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo apuração da CNN Brasil publicada nesta terça-feira (15), o Departamento de Estado estaria relutante em recomendar a retomada das punições por considerar o risco de a medida produzir efeito político contrário ao pretendido e beneficiar eleitoralmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação não foi formalizada publicamente pelo governo americano.
Alexandre de Moraes voltou ao centro das articulações em Washington. O ministro havia sido incluído pelo Departamento do Tesouro na lista de sanções da Lei Global Magnitsky em julho de 2025, acompanhado posteriormente pela esposa, Viviane Barci de Moraes, e pelo Lex Instituto. As medidas foram retiradas em dezembro daquele ano, depois da reaproximação diplomática entre Trump e Lula.
A discussão ganhou novo impulso após Eduardo Bolsonaro viajar aos Estados Unidos para defender a reaplicação das sanções contra Moraes. A Reuters confirmou que o ex-deputado buscaria autoridades americanas para sustentar que os acontecimentos recentes envolvendo o ministro justificariam uma nova ação com base na Magnitsky. Paralelamente, a crise interna no STF e as controvérsias relacionadas ao caso Banco Master ampliaram a pressão política sobre a Corte.
O ponto decisivo, porém, passou a ser o cálculo político. De acordo com a CNN, setores do governo Trump entendem que a ofensiva americana contra autoridades brasileiras em 2025 acabou fortalecendo politicamente Lula, percepção que hoje pesa contra uma reação imediata. Assim, embora novas sanções sejam discutidas nos Estados Unidos, até o momento não houve anúncio oficial de reaplicação da Magnitsky contra Moraes ou de inclusão de outros ministros do STF. Você quer que eu explique as possíveis consequências diplomáticas e eleitorais dessa decisão?




