Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a campanha militar contra o Irã ainda não atingiu seu ápice e que a “grande onda” de ataques ainda está por vir, mesmo após dias de intensos confrontos na região.
Trump afirmou que as forças armadas americanas estão “dando uma surra” no Irã e que os EUA possuem “as melhores forças armadas do mundo”, mas ainda não iniciaram a fase mais pesada da ofensiva. Ele estimou que o conflito pode durar cerca de quatro semanas, e assegurou que os ataques até agora foram apenas preliminares.
Na conversa com o jornalista Jake Tapper, o presidente também se disse surpreso com a ampla retaliação do Irã, que lançou ataques contra diversos países árabes, como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos — considerado por ele o maior choque até o momento.
Questionado sobre o futuro político do Irã após a morte do líder supremo Ali Khamenei, Trump destacou que os EUA ainda não sabem quem assumirá o comando do país, depois de afirmar que dezenas de líderes iranianos foram mortos nos ataques.
Quanto ao envolvimento em outras ações além do combate, ele disse que além da ofensiva militar os EUA estariam tentando apoiar o povo iraniano, mas reforçou que a situação ainda será perigosa e que civis devem evitar sair de casa.
No front interno americano, a postura de Trump enfrenta críticas de parte da imprensa e de legisladores que questionam a legalidade e os riscos de uma escalada sem autorização clara do Congresso, apontando para um cenário de confronto prolongado sem estratégias definidas.




