O petróleo voltou a operar acima dos US$ 100 por barril nesta quarta-feira, 7 de outubro, pressionado pelo aumento das incertezas sobre o abastecimento global. O Brent, referência internacional, avançou para a faixa de US$ 101, enquanto o WTI norte-americano permaneceu próximo de US$ 90.
O novo movimento de alta ocorre após ataques atribuídos aos houthis contra alvos na Arábia Saudita, em meio à deterioração do ambiente de segurança no Oriente Médio. A preocupação dos mercados está concentrada principalmente nas rotas usadas para transportar petróleo da região, com atenção especial ao Estreito de Ormuz e às alternativas sauditas para escoamento da produção.
O cenário já levou o governo dos Estados Unidos a revisar para cima suas projeções. A Administração de Informação de Energia (EIA) estima agora que o Brent deverá registrar média de US$ 105 por barril no quarto trimestre de 2026, diante da redução dos estoques mundiais, das restrições de transporte no Oriente Médio e do aperto no mercado de derivados, especialmente diesel.
A escalada também amplia o risco de efeitos sobre inflação, transporte e preços dos combustíveis em diferentes países. Mesmo com esforços internacionais para liberar estoques estratégicos e aumentar as rotas alternativas de exportação, o mercado permanece vulnerável: qualquer nova interrupção relevante na infraestrutura ou na circulação de petroleiros pode produzir outra rodada de valorização da commodity.




