O número de **pessoas mortas durante uma intensa repressão estatal aos protestos em todo o Irã chegou a pelo menos 538, segundo a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos e especializada em monitorar violência e direitos humanos no país.
Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, inicialmente motivados por insatisfação com a situação econômica e a forte desvalorização da moeda local, e rapidamente evoluíram para um movimento contra o regime teocrático vigente desde a Revolução Islâmica de 1979.
A contagem mais recente indica que, entre os mortos, 490 seriam manifestantes e 48 membros das forças de segurança, segundo as estimativas da HRANA, que também apontou que mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de cerca de duas semanas de protestos.
O governo iraniano não divulgou números oficiais de vítimas, e a verificação independente dos dados tornou-se difícil devido ao apagão de internet e às restrições de comunicação no país, que severamente limitaram o fluxo de informações do interior para o exterior.
A resposta das autoridades incluiu bloqueio de redes digitais, presença reforçada de forças de segurança e pronúncias oficiais condenando os protestos, que foram rotulados por Teerã como atos de “terrorismo interno”.
Organizações internacionais de direitos humanos e governos no exterior têm expressado preocupação com o uso excessivo da força e o alto número de mortos e presos, enquanto manifestações de solidariedade aos protestantes iranianos ocorreram em diversas cidades ao redor do mundo.
A situação segue fluida, com protestos persistindo em várias regiões do país e com relatos de confrontos contínuos entre manifestantes e forças de segurança.
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