Assim, as grandes montadoras tradicionais projetam introduzir e essa comodidade em modelos elétricos de entrada a partir de 2028, com o objetivo claro de rentabilizar os pesados investimentos já realizados em tecnologia de assistência à direção e oferecer um ganho considerável de tempo aos consumidores.
No entanto, uma ala crescente de especialistas e desenvolvedores do setor questiona a viabilidade financeira e a real segurança dessa transição de controle.
O desenvolvimento de um sistema de Nível 3 aprovado para rodovias exige investimentos que podem ultrapassar a marca de um bilhão e meio de dólares, o dobro do valor necessário para as tecnologias de Nível 2 que já operam nas cidades.
Além do alto custo, o desafio técnico de garantir que o veículo consiga dirigir sozinho por tempo suficiente para que um motorista completamente distraído consiga reagir e retomar o volante com segurança tem afastado algumas empresas do projeto.
Marcas europeias e americanas de peso já começaram a pausar ou redirecionar seus programas avançados, optando por aprimorar sistemas de assistência que continuam exigindo a supervisão visual constante do condutor.
O consenso legal atual indica que, com o sistema de Nível 3 ativado, a responsabilidade pela condução é integralmente transferida do motorista humano para a fabricante do veículo, o que aumenta exponencialmente a exposição jurídica e financeira das montadoras na ausência de regulamentações governamentais claras. Somado a esse cenário de cautela no Ocidente, o rápido avanço do mercado asiático adiciona uma forte pressão comercial.
O governo chinês já autorizou a circulação de veículos com Nível 3 em vias públicas, e diversas marcas do país estão embutindo tecnologias avançadas no preço base de seus carros, ameaçando desencadear uma intensa guerra global de preços que forçará o mercado a se adaptar rapidamente, assim o futuro autônomo dos automóveis segue atravessando algumas barreiras.




