Maduro será julgado nos EUA após captura em ação militar dos Estados Unidos

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A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrentará em breve “toda a fúria” da justiça americana em tribunais dos EUA, com base em acusações que incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, segundo reportagem da CNN Brasil.

A declaração foi divulgada após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma operação militar de grande escala dentro da Venezuela e seriam levados ao Distrito Sul de Nova York para responder às acusações já pendentes naquele foro.

A ação, segundo fontes americanas, teve como objetivo executar mandados de prisão emitidos por um júri federal contra Maduro, que estava com uma recompensa de 50 milhões de dólares por sua captura. A carga de acusações inclui crimes graves relacionados ao narcotráfico e armas, formalizadas no Distrito Sul de Nova York.

Fontes citadas pela CNN Brasil também indicam que a operação teria sido executada pela Força Delta do Exército americano com apoio da CIA e agências policiais dos EUA, com ataques aéreos e desembarques nos arredores de Caracas e outros estados venezuelanos. Testemunhas relataram explosões intensas e presença de aeronaves de elite durante cerca de 90 minutos.

O governo venezuelano, por sua vez, decretou emergência nacional e afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro após a incursão. A vice-presidente Delcy Rodríguez admitiu que a localização do presidente era incerta logo após os ataques.

A intervenção dividiu a comunidade internacional: Rússia e Cuba condenaram a ação como agressão armada e ilegal, enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, saudou a captura como avanço da liberdade. O governo do Brasil, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os impactos regionais da operação.

A captura e o anúncio de que Maduro será julgado nos EUA representam uma escalada incomum na política externa americana e um capítulo histórico nas relações entre Washington e Caracas, com potencial para alterar profundamente o equilíbrio político e diplomático na América Latina.

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