Ex-pesquisador reacende mistério dos OVNIs, mas Pentágono nega prova alienígena
Um ex-pesquisador ligado a projetos financiados pela Agência Central de Inteligência (CIA), Hal Puthoff, afirmou que os Estados Unidos teriam recuperado “quatro tipos” de seres extraterrestres em supostas quedas de OVNIs. A declaração foi feita no podcast “The Diary of a CEO” e repercutida pelo New York Post neste sábado, 16 de maio de 2026. A fala, porém, não veio acompanhada de documentos, imagens, laudos públicos ou confirmação oficial.
Segundo a reportagem, Puthoff disse acreditar em fontes com quem conversou, mas admitiu que não teve acesso direto ao material alegado. A diferença é decisiva: no campo da investigação pública, testemunho indireto pode levantar perguntas, mas não encerra o debate. E, nesse caso, as perguntas continuam maiores que as respostas.
O tema voltou ao centro da curiosidade pública porque se conecta a depoimentos anteriores no Congresso dos Estados Unidos. Em 26 de julho de 2023, a Câmara realizou audiência sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês), com a participação de David Grusch, Ryan Graves e David Fravor. Grusch, ex-integrante da Força Aérea e ligado a estruturas de inteligência, afirmou sob juramento que o governo americano teria recuperado material biológico “não humano”, mas também não apresentou prova pública conclusiva na sessão.
Do outro lado, a posição oficial do governo americano segue muito mais cautelosa. O Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), órgão do Departamento de Defesa criado para examinar relatos de UAPs, declarou em relatório histórico que não encontrou nenhum caso confirmado de tecnologia extraterrestre em investigações do governo dos Estados Unidos. O relatório também afirma não haver evidência verificável de programas de engenharia reversa de tecnologia alienígena.
Em manifestação posterior ao Senado americano, o então diretor do AARO, Jon Kosloski, informou que o órgão reunia mais de 1.600 relatos de UAPs, mas reforçou que muitos casos acabam relacionados a objetos comuns, como pássaros, balões e sistemas não tripulados. Ele também afirmou que, até aquele momento, não havia evidência verificável de seres, atividade ou tecnologia extraterrestre.
O próprio portal do AARO informa que o governo americano mantém registros, vídeos e materiais sobre UAPs em análise pública, incluindo casos ainda sem conclusão. Em exemplos recentes, o órgão descreve objetos físicos não identificados, mas com características consideradas comuns ou insuficientes para permitir atribuição definitiva. Ou seja: há fenômenos sem explicação imediata, mas isso não equivale, por si só, a prova de origem alienígena.
A nova fala de Puthoff, portanto, reacende uma velha fogueira: a tensão entre relatos extraordinários, sigilo estatal e ausência de prova pública robusta. Para os entusiastas, é mais um indício de que governos sabem mais do que admitem. Para os céticos, é a repetição de um roteiro conhecido: grandes afirmações, poucas evidências e muita fumaça no radar.
Até que documentos verificáveis, amostras auditáveis ou registros oficiais comprovem a existência de seres extraterrestres recuperados em quedas de OVNIs, a informação deve ser tratada como alegação — relevante pelo impacto político e cultural, mas ainda distante do padrão necessário para ser considerada fato comprovado.
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