EUA voltam a atacar o Irã após um mês; Teerã responde com mísseis contra bases americanas na Jordânia

– Eu me preocupo que a China possa realmente lançar uma guerra contra Taiwan – disse ele.

Na visão do diplomata, o que Pequim está fazendo agora é tentar assustar, e “a melhor maneira de lidar com isso é mostrar à China que não estamos com medo”.

– Posso afirmar que Taiwan agora é mais resiliente do que antes, estamos sofrendo ameaças, e a vida está continuando – indicou.

De acordo com o diplomata, os interesses chineses não ficam restritos a Taiwan. O Mar Sul da China e o Indo-Pacífico como um todo são áreas nas quais Wu vê Pequim buscando aumentar sua influência. Além disso, o ministro vê uma “ambição global” por parte da potência asiática, que inclui a América Latina e a África.

Na segunda-feira (8), a China anunciou que estendeu exercícios militares em torno do Estreito de Taiwan, que interromperam o transporte marítimo e aéreo e aumentaram substancialmente as preocupações sobre o potencial de conflito. Anteriormente, as manobras tinham fim previsto para o domingo, dia 7. (Foto: Reprodução/Reuters)
– Eu me preocupo que a China possa realmente lançar uma guerra contra Taiwan – disse ele. Na visão do diplomata, o que Pequim está fazendo agora é tentar assustar, e “a melhor maneira de lidar com isso é mostrar à China que não estamos com medo”. – Posso afirmar que Taiwan agora é mais resiliente do que antes, estamos sofrendo ameaças, e a vida está continuando – indicou. De acordo com o diplomata, os interesses chineses não ficam restritos a Taiwan. O Mar Sul da China e o Indo-Pacífico como um todo são áreas nas quais Wu vê Pequim buscando aumentar sua influência. Além disso, o ministro vê uma “ambição global” por parte da potência asiática, que inclui a América Latina e a África. Na segunda-feira (8), a China anunciou que estendeu exercícios militares em torno do Estreito de Taiwan, que interromperam o transporte marítimo e aéreo e aumentaram substancialmente as preocupações sobre o potencial de conflito. Anteriormente, as manobras tinham fim previsto para o domingo, dia 7. (Foto: Reprodução/Reuters)

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques militares na noite deste domingo, 30 de agosto, encerrando uma trégua de fato que havia reduzido os confrontos diretos durante cerca de um mês. Forças americanas atingiram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, posição estratégica próxima ao Estreito de Ormuz. Washington afirma que integrantes da Guarda Revolucionária preparavam foguetes capazes de lançar minas marítimas sobre o estreito, uma das rotas energéticas mais importantes do planeta. A operação foi a primeira ofensiva americana conhecida contra território iraniano desde o fim de julho.

A reação de Teerã veio poucas horas depois. A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque americano deixou militares e civis mortos e feridos, embora ainda não tenha divulgado um balanço preciso. Na sequência, anunciou uma ofensiva com mísseis balísticos contra instalações que abrigam forças dos Estados Unidos na Jordânia, identificando como alvos as bases de King Hussein e Al Azraq. O episódio recoloca os dois países em confronto aberto depois de semanas nas quais Washington vinha priorizando bloqueio marítimo, sanções econômicas e pressão diplomática sobre o regime iraniano.

Na madrugada de segunda-feira no Oriente Médio, as Forças Armadas da Jordânia confirmaram que seus sistemas de defesa aérea interceptaram oito mísseis que haviam penetrado o espaço aéreo do país. Segundo o comunicado oficial, os projéteis foram destruídos antes que representassem ameaça à população ou provocassem danos materiais. O Irã, por sua vez, sustenta ter atingido instalações militares americanas, mas até o momento não existe confirmação independente de danos significativos nas bases. A troca de fogo, portanto, está confirmada; eventuais números de baixas e prejuízos ainda precisam ser tratados como informações preliminares.

O ponto mais perigoso da nova escalada continua sendo o Estreito de Ormuz, corredor por onde transita parcela decisiva do petróleo mundial. O temor de novas minas, ataques contra navios e uma expansão das operações militares fez o petróleo subir imediatamente após a ofensiva americana, com o Brent aproximando-se de US$ 90 por barril. O conflito iniciado no fim de fevereiro, portanto, não recomeçou do zero: ele saiu de uma fase de menor intensidade e voltou neste domingo ao confronto militar direto. Agora, qualquer nova rodada de ataques pode transformar uma trégua já frágil em outra escalada regional — com consequências muito além do Oriente Médio.

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