Brasil conclui participação histórica no esqui alpino masculino em Milão-Cortina

Foto: Instagram/@
jogosolimpicos
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A marcante trajetória do Brasil no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina chegou ao fim nesta segunda-feira (16/02) com as difíceis provas de slalom.

A expectativa era alta após a conquista inédita da medalha de ouro na modalidade gigante no fim de semana, mas a neve intensa e a baixa visibilidade nos Alpes italianos adicionaram um grau extremo de dificuldade ao percurso.

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen, que retornava como favorito, acabou perdendo o equilíbrio e sofrendo uma queda logo na primeira descida, o que o tirou da disputa por uma nova medalha, assim como ocorreu com o estreante Christian Soevik.

Apesar dos percalços técnicos impostos pelo clima, o sentimento que embala a delegação é o de dever cumprido em relação ao propósito de inserir a cultura e a diversidade brasileira no mapa global dos esportes de inverno, pavimentando o caminho para futuras gerações.

O nível de exigência da pista foi tão severo que apenas 44 dos 96 inscritos conseguiram finalizar a primeira metade da prova, cujo pódio acabou dominado por Suíça, Áustria e Noruega.

O único representante verde e amarelo a cruzar a linha de chegada foi Giovanni Ongaro, que superou uma largada inicial considerada lenta e conseguiu reduzir sua marca em mais de dois segundos na descida final.

Ao cravar o tempo acumulado de 2min06s87, ele assegurou a 27ª posição geral, estabelecendo o melhor resultado de um brasileiro na história do slalom olímpico e superando um recorde nacional que perdurava desde os Jogos de Sochi, em 2014.

As atenções da equipe de esqui se voltam agora para a categoria feminina, com a estreia da jovem carioca Alice Padilha, de 18 anos, marcada para a manhã desta quarta-feira (18/02).

Longe das montanhas de neve e focado nas canaletas de gelo, a segunda-feira também marcou a estreia do Brasil no bobsled, na categoria para duplas (2-men), com Edson Bindilatti e Luís Bacca.

Após duas baterias de alta velocidade, o trenó nacional ocupa a 24ª colocação geral.

Como a fase de largada (push) tem se mostrado bastante competitiva, a estratégia da equipe agora envolve um intenso estudo em vídeo para corrigir detalhes milimétricos de pilotagem antes da terceira descida, agendada para terça-feira (17/02).

O objetivo imediato é alcançar o top 20 para garantir vaga na corrida final, utilizando cada milissegundo de experiência nas pistas italianas como um treinamento de luxo para a aguardada prova do trenó de quatro lugares (4-men), que ocorrerá no próximo fim de semana.

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