Tesouro Estadual banca 75% das obras de infraestrutura em Goiás

Foto: Goinfra
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Um balanço aprofundado divulgado pelo governo estadual revelou que a esmagadora maioria dos quase quatro bilhões de reais injetados em obras de infraestrutura teve origem direta nos cofres do Tesouro Estadual.

O levantamento, conduzido pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes, aponta que as verbas próprias do Estado bancaram setenta e cinco por cento de todas as intervenções, restando apenas a fatia minoritária de vinte e cinco por cento sob a responsabilidade do Fundo Estadual de Infraestrutura, mecanismo de taxação do agronegócio cuja extinção foi oficializada no último dia dezenove de fevereiro.

Na matemática prática da gestão pública, para cada real que contou com o suporte do setor produtivo rural, o governo goiano aportou outros três reais de seus próprios recursos para tirar projetos civis e rodoviários do papel.

Esse fôlego orçamentário permitiu que a agência responsável ultrapassasse a expressiva marca de cem obras ativas espalhadas por todo o território.

Desse montante robusto de intervenções, que englobam desde manutenções preventivas até construções de pontes e viadutos, cinquenta grandes entregas já foram concluídas desde o início do ano passado, consumindo aproximadamente dois bilhões de reais.

O peso do Tesouro Estadual fica ainda mais evidente no pacote de entregas programadas para o Nordeste goiano.

Apenas na região, que historicamente demandava atenção logística, o Estado já despejou mais de quinhentos e setenta milhões de reais desde o início da atual gestão.

O grande marco dessa injeção de capital ocorrerá neste sábado (28/02), com a inauguração simultânea das pavimentações da rodovia GO-110, no trecho que liga Iaciara ao distrito de Estiva, e da GO-108, conectando Guarani de Goiás ao Parque Terra Ronca.

Juntas, essas duas artérias vitais para o turismo e escoamento regional absorveram mais de duzentos e setenta e quatro milhões de reais exclusivamente dos cofres estaduais.

A transição para um modelo sem a contribuição do agronegócio já está totalmente desenhada nos bastidores do governo.

A presidência da Goinfra garantiu publicamente que o Estado possui plena capacidade de absorver as obras rodoviárias iniciadas com recursos do fundo extinto, traçando um planejamento gradual para assumir as faturas à medida que as verbas carimbadas se esgotem.

Essa independência de fontes externas de crédito será testada em breve, já que a carteira de projetos prevê a injeção de mais três bilhões e quatrocentos milhões de reais em novas licitações, mirando contratos de altíssimo valor, como a aguardada duplicação da GO-213 entre Morrinhos e Caldas Novas e a modernização da GO-330 na região de Catalão.

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