O governador de Daniel Vilela (MDB) lidera com ampla vantagem a corrida pelo governo de Goiás, segundo levantamento recente divulgado nesta terça-feira (7). A pesquisa, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, indica consolidação do emedebista como principal nome da disputa estadual de 2026.

No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores — Vilela aparece com 43,4% das intenções de voto. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) surge em segundo lugar, com 24,4%, seguido pelo senador Wilder Morais (PL), que registra 11,5%.
O dado mais relevante do levantamento é o tamanho da vantagem: são cerca de 20 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocado — um cenário que, na prática, coloca Vilela em posição confortável na largada da disputa.
A pesquisa também aponta crescimento do atual governador em relação a levantamentos anteriores. Em dezembro, ele tinha 39,3%, o que indica tendência de consolidação eleitoral e ampliação de apoio entre diferentes segmentos do eleitorado.
Os números reforçam um movimento que já vinha sendo observado em outras pesquisas recentes. Levantamentos de institutos como Real Time Big Data também colocam Vilela na liderança em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto em simulações de segundo turno.
Outro fator político relevante é o contexto da sucessão em Goiás. Vilela assumiu o comando do estado em março de 2026, após a saída de Ronaldo Caiado, e chega à disputa como governador no exercício do cargo — o que tradicionalmente amplia sua visibilidade e poder de articulação política.
Além disso, a base governista segue fortalecida, com altos índices de aprovação da gestão anterior, o que tende a favorecer a continuidade do projeto político no estado.
Em cenários alternativos testados pela pesquisa, a vantagem de Vilela se amplia ainda mais. Sem alguns adversários diretos, ele chega a ultrapassar a marca dos 50% das intenções de voto, o que indicaria vitória ainda no primeiro turno — algo que, por ora, começa a entrar no radar das análises políticas.
Na prática, o levantamento sinaliza que a disputa em Goiás, até o momento, não é exatamente uma corrida — está mais para uma largada com um candidato já vários metros à frente.




