Treta na UnB e a guerra cultural necessária para a direita conservadora
Numa recente e requintada gritaria e guerra de narrativas de discentes em eventos na Universidade de Brasília (UnB), Wilker Leão, estudante associado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e conhecido por suas inclinações à direita, encontrou-se no olho do furacão ideológico. Na última segunda-feira, ao raiar do semestre letivo de 2025, a reitora Rozana Naves assinou sua expulsão, privando-o tanto de suas disciplinas quanto do direito de transitar pelos corredores acadêmicos.
O suposto delito? Wilker gravava aulas, um gesto aparentemente inocente, mas carregado de implicações numa arena onde a liberdade de expressão é defendida com fervor—e garantida pelo artigo 5º da nossa Constituição. Não é a primeira vez que Wilker se vê em maus lençóis; anteriormente, ele já havia sido suspenso por 60 dias de disciplinas como História do Brasil I e História da África. Estranhamente, a “universidade livre” parece ter fechado suas portas não só para Wilker, mas para todos que pensam diferente dos que dominam aquele território.
A UnB, com sua longa tradição de militância à esquerda, parece estar escrevendo mais um capítulo em sua narrativa ideológica—uma narrativa que, por vezes, parece ter sido diretamente inspirada pelas teses de Antonio Gramsci sobre a revolução cultural. Essa decisão parece ser menos sobre o ato de gravar aulas e mais sobre quem controla o relato histórico dentro dos seus muros.
A expulsão de Wilker lança um olhar crítico sobre a influência da Escola de Frankfurt e suas ideologias esquerdistas, que há muito permeiam o ensino nas universidades públicas. Curiosamente, tais instituições são frequentadas não só por cotistas, mas também por filhos da classe média e alta, que são, muitas vezes, os protagonistas destas narrativas ideológicas.
Wilker, desamparado e sem direito a defesa adequada no processo—como ele próprio alegou—é a personificação do “afegão” médio, alguém preso no fogo cruzado de uma guerra cultural intensa. Uma guerra, aparentemente, necessária para a direita conservadora, se esta aspira a redefinir e ocupar novos espaços no cenário educacional e cultural do país.