Secretário do DF afirma que todos os feminicidas estão presos ou mortos

Alexandre Patury no Vozes da Comunidade- Foto Reprodução
Alexandre Patury no Vozes da Comunidade- Foto Reprodução

Secretário do DF afirma que todos os feminicidas estão presos ou mortos e expõe estratégia de combate ao crime

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, afirmou no programa Vozes da Comunidade na manhã destw sábado (18) que não há autores de feminicídio em liberdade na capital. Segundo ele, todos os responsáveis por esse tipo de crime estão “presos ou mortos”, declaração que ganhou repercussão após entrevista e vídeos divulgados nas redes.

A fala do secretário reforça uma linha de atuação baseada na rápida resposta das forças de segurança. De acordo com dados apresentados pela própria Secretaria, os casos de feminicídio registrados no DF têm sido solucionados, com identificação e responsabilização dos autores.

Alexandre Patury destacou que, apesar da eficiência investigativa, o objetivo do governo é mais ambicioso: reduzir os դեպos a zero. Ainda assim, reconheceu que há limitações estruturais, já que a maioria dos crimes ocorre dentro de casa, longe da atuação preventiva imediata do Estado.

Nesse cenário, a estratégia adotada combina repressão e prevenção. Do lado repressivo, a prioridade é a elucidação rápida dos crimes e a prisão dos autores. Já no campo preventivo, o foco está em incentivar denúncias e oferecer suporte às vítimas, especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade.

Entre as medidas citadas estão programas de apoio social, como auxílio financeiro para mulheres com medida protetiva, além de iniciativas voltadas à proteção direta, como dispositivos de emergência e monitoramento de vítimas em risco.

Outro ponto destacado pelo secretário é a necessidade de mudança cultural. Ele defende que o combate ao feminicídio não depende apenas da polícia, mas também de conscientização social e educação, especialmente para romper ciclos de violência doméstica.

Os números mostram que, embora haja avanços na resolução dos casos, o desafio permanece. O próprio secretário reconhece que, enquanto houver uma única vítima, não há espaço para comemoração — apenas para reforçar as políticas públicas e ampliar a rede de proteção.

O tom da declaração pode soar duro, mas carrega um recado claro: no DF, a resposta ao feminicídio tem sido imediata — ainda que o verdadeiro desafio esteja em impedir que esses crimes aconteçam.

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