A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve, por 5 votos a 2, o indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda mudou o tabuleiro eleitoral do Distrito Federal. Sem Arruda na disputa pelo Palácio do Buriti, o PSD terá agora de decidir qual posição adotará na reta final da campanha. O partido marcou para esta sexta-feira (25), às 15h, uma reunião com dirigentes e candidatos para discutir o caminho da legenda.
Entre as alternativas em análise estão o apoio a outra candidatura ao Governo do Distrito Federal ou a possibilidade de liberar os filiados para decisões individuais. O presidente regional do PSD, Paulo Octávio, passa a ocupar posição central nas articulações. Antes do julgamento, seu nome chegou a ser cogitado como eventual substituto de Arruda, mas a legenda manteve a candidatura do ex-governador até o julgamento definitivo do recurso.
A situação eleitoral de Arruda ficou definida nesta quinta-feira (24). Além de impedir a continuidade da campanha, a decisão do TSE determina o fim da condição de candidato sub judice, suspende o acesso aos fundos eleitoral e partidário e impede sua participação na propaganda eleitoral e em debates. Como as urnas já estavam em processo de preparação, o nome e a fotografia de Arruda permanecerão nos equipamentos, mas eventuais votos destinados a ele serão contabilizados como nulos.
O impacto político já começou a aparecer. O Avante, que havia integrado a articulação eleitoral em torno de Arruda, anunciou apoio à candidatura de Celina Leão (PP) após o julgamento. Agora, a decisão do PSD será observada especialmente pelo destino político do eleitorado que estava com Arruda, num momento em que as campanhas entram nos últimos dias antes do primeiro turno.




