O deputado distrital Chico Vigilante anunciou, por meio de sua comunicação oficial, que votará contra a proposta de pagamento de dívida entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Central do Brasil, postura que pode ter consequências graves para a instituição e para o Distrito Federal — entre elas a ameaça direta a cerca de 4.500 empregos e o funcionamento de programas sociais essenciais. A declaração foi publicada em sua nota pública no site oficial do parlamentar.
Vigilante, líder da oposição na Câmara Legislativa do Distrito Federal, sustenta que a proposta representa “gestão temerária” e ameaça o patrimônio público, defendendo também a abertura de CPI para investigar a gestão do BRB e possíveis irregularidades na operação envolvendo o Banco Master — banco cuja aquisição pelo BRB foi alvo de investigação pelo Ministério Público e levantamento de riscos pelo mercado e pelo Banco Central.
Especialistas e agentes do mercado apontam que a paralisação de aportes ou medidas de socorro, justamente no momento em que o Banco Central tem maior controle sobre a saúde financeira do BRB, pode acelerar o risco de liquidação da instituição — cenário que não apenas colocaria em xeque a manutenção dos postos de trabalho, como também reduz fortemente a capacidade de o banco público atender à população mais vulnerável do DF.
Na avaliação de economistas ouvidos em reportagens recentes, medidas que fragilizem o BRB neste momento podem:
Aumentar a insegurança jurídica e financeira ao redor do banco, já pressionado por perdas e risco de passivos elevados; Desestimular a atuação do banco em atividades sociais e de crédito local — áreas nas quais o BRB atende públicos com menor acesso ao sistema financeiro tradicional; Ampliar a fragilidade fiscal do DF, caso a liquidação do banco leve à necessidade de acionamento de fundos públicos de garantia.
Diferentemente da posição mais técnica de vários atores políticos e econômicos, o voto contrário de Vigilante, embora legítimo em um debate democrático, aparece em um momento no qual a fragilização pública da instituição pode ter efeitos concretos sobre a economia local e sobre o emprego de milhares de trabalhadores.
Até o fechamento desta edição não há registro de contraproposição concreta de política alternativa por parte do parlamentar que apresente caminhos para a preservação dos empregos ou mitigação dos potenciais impactos à população vulnerável caso o banco entre em crise profunda.
A sociedade do Distrito Federal, sobretudo servidores públicos e usuários de serviços financeiros, deve acompanhar de perto os desdobramentos desta disputa política e técnica, que pode decidir o futuro de um dos principais bancos públicos do país.




