Assim batizada de “Operação Império”, a ação foi coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) e atuou cooperativamente com as forças policiais no Distrito Federal, Goiás ,Ceará e Rio de Janeiro.
Tal investida visa atingir o núcleo financeiro e a liderança do grupo, contando assim com 110 mandados judiciais cumpridos, incluindo 43 ordens de prisão sendo 20 preventivas e 23 temporárias, além de 49 de busca e apreensão.
A detenções são uma parte da demanda judicial, visto que foi determinado o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros que somam R$ 15,9 milhões, valor esse correspondente ao prejuízo causado pelo furto de 53 caminhonetes apenas entre Janeiro e Dezembro de 2025.
As investigações, que duraram 11 meses, revelaram um esquema complexo e hierarquizado. Os veículos eram furtados sob encomenda e tinham dois destinos principais.
Parte da frota roubada era enviada para oficinas de fachada, onde as caminhonetes eram desmontadas rapidamente para que suas peças fossem vendidas em lojas físicas e sites de comércio eletrônico. Outra parte dos veículos era transportada para as fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, servindo como moeda de troca por grandes carregamentos de drogas que abasteciam o mercado ilegal brasileiro.
Os envolvidos responderão por uma série de crimes graves. As acusações incluem furto qualificado, organização criminosa, adulteração de sinal identificador de veículo e lavagem de dinheiro.
Somadas, as penas podem ultrapassar décadas de reclusão, especialmente considerando o agravante de os crimes terem sido cometidos de forma reiterada e organizada.
Esta não é a primeira vez que a PCDF deixa crimes desse tipo fora do radar, pois a corporação já havia realizado ações semelhantes em 2023 e, mais recentemente, em fevereiro de 2025, com a Operação Sakichi, demonstrando um monitoramento constante sobre as quadrilhas que visam veículos de luxo na capital federal.




