O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) intensificou a vigilância e abordou 250 condutores, resultando na identificação de 28 motocicletas com escapamento alterado.
A ação também revelou outras infrações graves, haja vista que dois motociclistas foram flagrados alcoolizados, 12 não possuíam habilitação e cinco circulavam com a CNH vencida há mais de um mês, além de um caso de suspensão do direito de dirigir.
Para além da documentação, as condições de segurança dos veículos foram rigorosamente inspecionadas.
Os agentes autuaram condutores por problemas na viseira, alterações no sistema de iluminação e falta de equipamentos obrigatórios, o que culminou na remoção de 10 motocicletas e duas bicicletas motorizadas ao depósito.
Segundo a diretoria de Policiamento e Fiscalização, existe um mito de que o ruído alto aumenta a segurança, mas, tecnicamente, o som se dissipa para trás e não alerta efetivamente os motoristas de carros fechados, servindo apenas para afetar a saúde auditiva da comunidade, especialmente crianças e idosos.
Desde o seu lançamento em janeiro de 2020, a operação tem acompanhado o crescimento explosivo da frota de duas rodas na capital.
Dados da autarquia mostram que o número de motos em circulação saltou de cerca de 69 mil para mais de 290 mil em 2025, um aumento de 320%.
Esse cenário refletiu diretamente nas estatísticas de infrações, assim somente no ano passado, 6.075 motocicletas foram retiradas das vias por irregularidades no escapamento, um número 736% maior do que o registrado no início do projeto.
Diante desse quadro, a coordenação de fiscalização da região Oeste reforça que o foco das abordagens vai além do barulho.
O objetivo é analisar as condições gerais do veículo e do condutor para mitigar a vulnerabilidade no trânsito, combatendo comportamentos de risco como o uso de capacetes fora das normas e a ausência de retrovisores, fatores que elevam a probabilidade de sinistros graves.




