Entre as nove da noite e os minutos que antecederam a meia-noite, a mais recente edição da Operação Sossego tomou conta das vias de Ceilândia.
A força-tarefa, estruturada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal em conjunto com a Polícia Militar, montou pontos de bloqueio estratégicos para retirar de circulação veículos que colocam em risco tanto a segurança viária quanto a saúde pública devido à poluição sonora.
O saldo de pouco menos de três horas de fiscalização revelou um cenário preocupante de negligência no trânsito urbano.
Um contingente formado por vinte agentes e três policiais militares abordou dezenas de condutores e precisou acionar três guinchos para dar conta das apreensões.
O dado que mais chamou a atenção das equipes foi o flagrante de dezessete motociclistas pilotando sem sequer possuir a Carteira Nacional de Habilitação.
A gravidade das abordagens atingiu o ápice quando um dos condutores parados na blitz foi submetido ao teste do bafômetro e autuado por dirigir sob a influência de álcool, uma combinação frequentemente letal quando associada a veículos de duas rodas.
A lista de irregularidades documentais e mecânicas não parou por aí, exigindo muito trabalho das equipes de fiscalização.
Os agentes autuaram nove motoristas que circulavam com a habilitação vencida há mais de um mês e flagraram um indivíduo insistindo em pilotar mesmo estando com o direito de dirigir oficialmente suspenso pelo Estado.
No foco principal da operação, dezoito motocicletas foram paradas por circular com o escapamento modificado ou descarga livre, enquanto outras oito apresentavam alterações ilegais no sistema de iluminação.
Somadas a essas, outras trinta e cinco infrações diversas foram lavradas nos talonários eletrônicos da autarquia.
Um detalhe comportamental observado pela coordenação regional de policiamento de trânsito durante a triagem acendeu um alerta extra para as autoridades.
As análises da operação constataram que a grande maioria dos motociclistas flagrados cometendo essas infrações ambientais e de segurança utilizava os veículos como ferramenta de trabalho em serviços de entrega por aplicativo.
A recorrência desse perfil reforça a necessidade de manter a Operação Sossego de forma contínua no calendário do Distrito Federal, buscando frear condutas perigosas que expõem trabalhadores e pedestres a riscos diários sob a justificativa da pressa nas entregas.




