Ônibus serão retirados da W3 com a construção do VLT

Foto: Reprodução
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A imagem da Avenida W3 num futuro próximo começa a mudar a partir de uma decisão já tomada nos bastidores do governo: com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando o Plano Piloto ao Aeroporto Internacional de Brasília, os tradicionais ônibus que hoje cruzam a via deverão sair de cena, abrindo espaço para um novo desenho do transporte público no coração do Distrito Federal.

Pelo plano em discussão no Governo do Distrito Federal, apenas os coletivos que fazem trajetos transversais ao Eixo Monumental como as conhecidas “zebrinhas”, que conectam internamente as quadras continuarão circulando pela W3. Os demais veículos que hoje passam direto pela avenida deixarão de cortar a via, em um movimento de reestruturação pensado para reduzir congestionamentos, poluição e o excesso de ônibus nas paradas.

A proposta foi anunciada ainda em 2019 pelo governador Ibaneis Rocha, ao apresentar o projeto do VLT como alternativa para desafogar o trânsito e reorganizar o fluxo de passageiros na região central de Brasília. Agora, com o avanço da implantação do sistema sobre trilhos entre o Plano Piloto e o aeroporto, o governo começa a detalhar o passo seguinte: a retirada gradual dos coletivos convencionais da W3 e a criação de estações exclusivas para o novo modal.

Responsável pela área, o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, tem repetido que a mudança representa uma virada na lógica de circulação da avenida. “O eixo W3 não vai ser mais cortado por ônibus. Vai ser pelo VLT”, afirmou. Hoje, cerca de 400 ônibus passam diariamente pela via, disputando espaço com carros, vans e pedestres.

Segundo o secretário, esses 400 veículos serão redistribuídos para outras linhas e regiões do Distrito Federal, reforçando a oferta em áreas mais carentes de transporte. “Todos esses ônibus que hoje operam na W3 serão eliminados. Serão desviados para reforçar outras linhas em outras regiões, tornando o sistema muito mais eficiente”, pontuou. A revisão do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) reforçou a necessidade do VLT como eixo estruturante, em substituição ao modelo atual de circulação massiva de ônibus pelo corredor.

Na prática, a W3 deixaria de ser um corredor tomado por coletivos e passaria a receber estações do VLT ao longo do trajeto, com embarque e desembarque organizados. A expectativa do governo é que isso traga menos poluição, menos ruído e mais previsibilidade de viagem para quem depende do transporte público. “Com isso, na W3, que é um eixo importante do transporte no DF, nós teremos um trânsito muito melhor”, disse o secretário.

Pelos cálculos da pasta, cerca de 250 ônibus devem ser mantidos como linhas alimentadoras, levando passageiros dos bairros até os terminais nas asas Sul e Norte – este último ainda em fase de licitação pelo Departamento de Estradas de Rodagem. Os outros 150 veículos serão remanejados para fortalecer a operação em outras regiões administrativas. “Esse 400 ônibus que hoje entopem as paradas da W3 deixarão de circular, porque nós vamos ter as estações do VLT”, destacou Gonçalves, ao defender a medida como um ganho de conforto e regularidade para o usuário.

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