GDF corre para fechar mais R$ 2,5 bilhões e reforçar capitalização do BRB

Foto: Divulgação/BRB
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O Governo do Distrito Federal (GDF) espera concluir até sexta-feira, 29 de maio de 2026, a entrada de mais R$ 2,5 bilhões destinados à capitalização do Banco de Brasília (BRB). A informação foi dada pelo secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, após a liberação de uma primeira parcela de R$ 1 bilhão ligada à securitização da dívida ativa do Distrito Federal.

Segundo Valdivino, os novos recursos podem chegar em uma única tranche ou de forma parcelada ao longo da semana. A expectativa do governo é concluir tanto os repasses ligados à securitização quanto valores relacionados à operação com a Quadra Capital, empresa com a qual o BRB negocia ativos.

A operação ocorre em meio ao esforço do GDF para fortalecer a estrutura patrimonial do banco público, depois dos impactos provocados pelas operações associadas ao Banco Master. Em março, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o Projeto de Lei nº 2.175/2026, que autorizou medidas para reforçar o BRB, incluindo empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e uso de imóveis públicos como parte da estratégia de capitalização.

No mercado, o movimento também acompanha o aumento de capital aprovado pelo próprio BRB. Documento de relações com investidores informa que a captação prevista no aumento de capital pode variar de R$ 536 milhões a R$ 8,817 bilhões, com objetivo de reforçar a estrutura de capital, fortalecer indicadores prudenciais e patrimoniais, assegurar níveis adequados de capitalização e melhorar o índice de Basileia.

A securitização da dívida ativa é uma das apostas do governo para transformar créditos a receber em liquidez imediata. Em termos simples: o GDF tenta antecipar dinheiro que, normalmente, poderia demorar anos para entrar no caixa. É engenharia financeira com cheiro de urgência — e, neste caso, com prazo bem marcado no calendário.

O secretário também afirmou que o GDF continua trabalhando para viabilizar um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), embora ainda existam dificuldades relacionadas ao aval do Tesouro Nacional.

A nova etapa será decisiva para medir a capacidade do governo local de cumprir o plano de recomposição do BRB sem ampliar a insegurança sobre o banco. A instituição, que tem peso estratégico para Brasília, permanece no centro de uma operação financeira complexa, acompanhada de perto por mercado, acionistas, órgãos reguladores e pela classe política local.

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