As obras do Viaduto de Planaltina, executadas sob a coordenação do Departamento de Estradas de Rodagem, entraram em uma fase crucial de engenharia com a implantação das estruturas de sustentação.
O gigantesco projeto, que demanda um aporte financeiro de mais de quarenta e cinco milhões de reais dos cofres públicos distritais, está sendo erguido no quilômetro vinte e dois da rodovia BR-020, exatamente no entroncamento de alto fluxo com a via distrital cento e vinte e oito, alterando significativamente a paisagem urbana da região.
A diretoria de obras do departamento rodoviário confirmou que o projeto já ultrapassou a marca de cinquenta por cento de conclusão, superando as etapas pesadas de terraplenagem, construção de fundações, blocos e pilares. Atualmente, o foco das equipes está na concretagem das vigas travessas e no preparo das longarinas.
O canteiro de obras já abriga um estoque com cem vigas pré-moldadas, com a projeção técnica de instalar quarenta delas até o final do mês de março.
A superestrutura não se limitará à passagem de veículos motorizados, pois o projeto urbanístico prevê a entrega de um quilômetro e trezentos metros de ciclovias seguras, calçadas acessíveis e um trabalho completo de paisagismo e drenagem, beneficiando diretamente um volume assustador de noventa mil motoristas que trafegam diariamente entre Planaltina, Arapoanga e as cidades goianas de Planaltina de Goiás e Formosa.
A modernização da infraestrutura da região não se resume apenas à elevação do viaduto.
De forma simultânea, o governo distrital injeta outros vinte e cinco milhões de reais, captados via financiamento com o Banco do Brasil, para a implantação da terceira faixa de rolamento na BR-020.
A ampliação monumental prevê o alargamento do asfalto em mais de oito quilômetros no sentido de Sobradinho para Planaltina, e outros cinco quilômetros na direção oposta, preenchendo o trecho compreendido entre o Complexo Viário Padre Jonas Vettoraci e a DF-230.
A engenharia de tráfego distrital estima que essa adição de pistas aumentará em cinquenta por cento a capacidade de escoamento da rodovia, deixando inclusive um espaço físico planejado para a futura instalação de um corredor de ônibus do tipo BRT.
O impacto prático dessas frentes de trabalho já alimenta as expectativas da comunidade local, que há anos sofre com um histórico trágico de colisões em retornos improvisados e com a lentidão diária que corrói a qualidade de vida.
Trabalhadores que cruzam o trecho diariamente, como a atendente Francisca Gomes e o jardineiro Yago Amorim, relatam que o trânsito pesado de carretas e ônibus de transporte coletivo torna a mobilidade exaustiva e perigosa.
A promessa consolidada pelos novos viadutos e faixas adicionais é a de finalmente garantir viagens mais leves e seguras, eliminando os perigosos cruzamentos em nível e devolvendo aos cidadãos a previsibilidade de chegar aos seus postos de trabalho sem enfrentar os quilométricos engarrafamentos que marcam a história da rodovia.




