A conversa sobre a possível federalização do Banco de Brasília deixou de ser apenas financeira e virou claramente política. Nos bastidores, setores da esquerda, especialmente ligados ao Partido dos Trabalhadores, enxergam na crise do banco uma oportunidade de ampliar a influência da União sobre uma das principais instituições do Distrito Federal.
O discurso público é conhecido: “proteger empregos”, “garantir estabilidade”, “salvar o banco”. Na prática, porém, críticos avaliam que a federalização tiraria do DF o controle sobre um ativo estratégico, colocando o BRB sob comando direto de Brasília federal — leia-se: do governo central.
Para adversários da ideia, não se trata apenas de socorro financeiro, mas de ampliar poder político. Um banco público forte, vinculado ao GDF, significa autonomia regional. Sob controle da União, essa autonomia diminui — e muito.
No fundo, a discussão não é só sobre números. É sobre quem manda. E, para parte da esquerda brasiliense, assumir o comando do BRB pode significar muito mais do que “garantias”: pode representar mais um passo no tabuleiro do poder local.




