O Distrito Federal atingiu um novo marco na expansão de sua infraestrutura de mobilidade ativa, superando os 150 quilômetros de novas ciclovias construídas desde 2019.
O ritmo de crescimento foi reforçado recentemente com a inauguração de um trecho de 10 quilômetros no Lago Sul, interligando a QI 2 à QI 17.
As obras integram o programa governamental “Vai de Bike” e visam ampliar a segurança e as opções de deslocamento para os ciclistas que utilizam a bicicleta diariamente. Com os novos avanços, a malha cicloviária total da capital já ultrapassou os 700 quilômetros de extensão.
A chefia do Executivo local observou que, embora a construção inicial das ciclovias tenha gerado reclamações por parte de alguns setores, os espaços encontram-se atualmente integrados à rotina urbana.
A avaliação oficial aponta que as pistas transformaram-se em áreas de lazer amplamente aproveitadas pelas famílias, especialmente nos fins de semana, requalificando o uso do espaço público.
As novas frentes de trabalho distribuíram quase 100 quilômetros de vias exclusivas por diversas regiões administrativas.
Entre as áreas contempladas com intervenções recentes estão corredores de grande fluxo, como a Epig (12 km), a Avenida Hélio Prates (4 km), a Rota de Fuga do SIA (3,5 km) e o Riacho Fundo II (13,9 km), além de expansões expressivas em Sobradinho (26,6 km) e no Lago Norte (8,3 km).
O plano de expansão também incluiu a execução de trechos estratégicos nas proximidades da Cidade do Automóvel e ao longo da Via Estrutural, criando uma rota contínua de cerca de 10 quilômetros que interliga a Pista do Jóquei (DF-087) à Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).
A coordenação da área de transporte e mobilidade destacou que a implantação em eixos estruturantes tem o propósito fundamental de fortalecer a integração das bicicletas com o transporte coletivo, consolidando o modal ativo como uma alternativa de transporte viável e eficiente para o trabalhador.
As projeções do programa “Vai de Bike” estimam a construção de mais 300 quilômetros de infraestrutura nos próximos anos, com a meta de entregar 90 quilômetros inéditos apenas em 2026.
Caso o cronograma seja cumprido, a capital federal ultrapassará a marca de mil quilômetros de malha interligada.
As lideranças responsáveis pela infraestrutura rodoviária e de obras urbanas enfatizaram que o investimento maciço reflete uma mudança estrutural na forma de planejar a mobilidade das cidades
. A priorização de modais limpos e sustentáveis é vista como uma solução direta para a redução da emissão de poluentes e para a melhoria da saúde pública.
Além da simples construção de novos quilômetros, a atual fase do projeto concentra esforços operacionais na conexão dos trechos isolados, garantindo que os ciclistas tenham fluidez e segurança para cruzar grandes distâncias na capital sem interrupções na pista segregada.




