Os coletivos de última geração, fabricados e montados na cidade de Qingdao pela gigante chinesa especializada em infraestrutura de transporte, já estão em trânsito marítimo internacional.
A previsão logística indica que as embarcações devem atracar no porto capixaba de Vitória até o final do mês de março.
Superados os trâmites aduaneiros e o transporte terrestre, a estimativa do governo local é que toda a frota desembarque oficialmente na capital federal ao longo do mês de maio, inaugurando uma fase robusta de modernização no ir e vir do brasiliense.
Para suportar a operação ininterrupta dessa nova tecnologia, um complexo projeto de infraestrutura energética já saiu do papel.
As obras da nova garagem da concessionária responsável pela aquisição avançam a todo vapor na região da Hípica, nas proximidades do Zoológico.
O local abrigará dezoito carregadores de alta potência e três transformadores de grande porte, essenciais para garantir a autonomia dos veículos.
A magnitude do consumo exigiu inclusive uma parceria para a ampliação da subestação local da concessionária de energia, visando suportar o pico de demanda estimado.
Para dar suporte operacional contínuo durante as rotas, o projeto também contempla a instalação estratégica de quatro pontos de recarga rápida diretamente no Terminal da Asa Sul.
A direção da Secretaria de Transporte e Mobilidade enxerga a chegada dos veículos como um avanço prático e inegociável rumo à prestação de um serviço de excelência.
A cúpula da pasta avalia que o investimento maciço representa um compromisso sólido do governo com a inovação tecnológica e com a preservação ambiental, garantindo simultaneamente viagens extremamente silenciosas e confortáveis para usuários e motoristas, além de uma drástica redução na emissão de gases poluentes.
O planejamento operacional da nova frota projeta o atendimento diário de sessenta mil passageiros, conectando os eixos mais movimentados da cidade, como a Rodoviária do Plano Piloto, a Esplanada dos Ministérios, o campus da Universidade de Brasília e o Aeroporto Internacional.
O impacto ecológico da iniciativa ganha ainda mais relevância quando analisado sob a ótica dos números.
Atualmente, a capital já opera de forma experimental com seis coletivos elétricos que transportam mais de cem mil passageiros mensalmente, responsáveis por evitar o lançamento de mais de três mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.
Com a expansão para noventa novos carros movidos a baterias inteligentes de emissão zero, os fabricantes calculam que cada ônibus poupará o meio ambiente de cento e vinte e cinco toneladas anuais de dióxido de carbono, o equivalente ambiental ao plantio de quase novecentas árvores.
Todo esse ganho socioambiental demanda fôlego financeiro, uma vez que o custo médio de cada unidade tecnológica beira a casa dos três milhões e quatrocentos mil reais, valor consideravelmente superior aos modelos tradicionais movidos a combustão.




