DF acelera expansão cicloviária e aposta na bicicleta como motor de mobilidade sustentável

Bike, ciclovias - Agência de Brasília
Bike, ciclovias - Agência de Brasília

O Distrito Federal deve ganhar cerca de 90 quilômetros de novas ciclovias até o fim deste ano, dentro do programa Vai de Bike. A previsão é de investimento de aproximadamente R$ 56 milhões para ampliar a infraestrutura cicloviária e fortalecer a bicicleta como alternativa real de transporte, lazer, esporte e integração com o transporte público.

Atualmente, o DF possui 745 quilômetros de infraestrutura cicloviária, entre ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas, ciclorrotas, áreas em parques e Zonas 30. Com esse volume, Brasília ocupa a segunda posição entre as maiores malhas cicloviárias do país, atrás apenas de São Paulo.

A proposta do Governo do Distrito Federal é corrigir um dos principais gargalos históricos da mobilidade por bicicleta: a falta de conexão entre trechos já existentes. Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF (Semob-DF), cerca de 30 projetos do Vai de Bike já foram aprovados, com foco em novas ligações entre regiões administrativas, corredores de ônibus, estações de metrô e áreas de grande circulação.

Entre as frentes em andamento estão obras no Lago Sul, Lago Norte e Planaltina. No Lago Sul, já foram executados cerca de 5,8 quilômetros de ciclovia, com previsão de avanço até a Ermida Dom Bosco, totalizando aproximadamente 15,8 quilômetros. No Lago Norte, há cerca de 8,3 quilômetros em execução entre a Praça das Garças e a Estrada Parque Península Norte. Em Planaltina, o trajeto previsto soma 26,6 quilômetros entre o Núcleo Rural Fumal e o Balão do Colorado, na BR-020.

A expansão também dialoga com a economia sustentável. Ao incentivar deslocamentos não poluentes, o DF reduz a dependência do transporte individual motorizado, amplia alternativas para pequenos trajetos e favorece uma cidade mais conectada, saudável e menos pressionada pelo trânsito. É mobilidade com pedal, planejamento e um pouco menos de buzina — o que, em Brasília, já é quase política pública de saúde mental.

Desde 2019, o Distrito Federal já superou a marca de 150 quilômetros de novas ciclovias construídas. Parte desse avanço inclui intervenções na Epig, Hélio Prates, Boulevard de Taguatinga, Riacho Fundo II, Lago Sul, Lago Norte, Sobradinho, Cruzeiro e outras regiões.

O programa Vai de Bike foi lançado com metas mais amplas: construir 300 quilômetros de infraestrutura cicloviária, revitalizar a malha existente, instalar mil conjuntos de paraciclos, melhorar microconexões e reduzir mortes de ciclistas. A política reforça a mobilidade ativa como eixo permanente da organização urbana do DF.

Outro ponto estratégico é a integração com o transporte coletivo. O sistema de bicicletas compartilhadas do DF já reúne mais de 332 mil usuários cadastrados e acumula mais de 1,25 milhão de viagens, com estações próximas a rodoviárias, metrô e BRT.

Na prática, a ampliação da malha cicloviária consolida uma mudança de visão: a bicicleta deixa de ser tratada apenas como equipamento de lazer e passa a ocupar espaço no planejamento de transporte. Para uma capital que convive diariamente com grandes deslocamentos, a conexão entre ciclovias, ônibus e metrô pode transformar o pedal em uma escolha possível para mais moradores.

Sugestão de foto livre de direitos autorais: imagem de ciclista em ciclovia urbana, preferencialmente em cenário de cidade planejada, com destaque para mobilidade sustentável, capacete, bicicleta e paisagem urbana ao fundo.

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