A saída de José Roberto Arruda da disputa pelo Governo do Distrito Federal desencadeou uma rápida reorganização política no PSD. Depois de o TSE manter o indeferimento de sua candidatura, o próprio partido decidiu apoiar a reeleição de Celina Leão, enquanto integrantes da legenda passaram a declarar apoios diferentes.
O movimento ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (28), quando Ronaldo Fonseca, candidato do PSD ao Senado, retirou sua candidatura e anunciou apoio a Bia Kicis (PL). A decisão foi comunicada por Celina durante reunião da aliança que reúne partidos de seu campo político e confirmada posteriormente pelo próprio Ronaldo.
A sequência expõe o efeito político da saída de Arruda: a candidatura que pretendia reorganizar o grupo político do ex-governador terminou sem o próprio candidato e, agora, também perde um de seus nomes ao Senado. Antes da desistência, Ronaldo aparecia com apenas 1% na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, enquanto Bia Kicis registrava 15%.
O episódio reforça a fragmentação do antigo palanque de Arruda na semana decisiva da eleição. O PSD declarou apoio institucional a Celina, mas Arruda afirmou que não apoiará a governadora e seu vice, Gustavo Rocha. Na prática, o grupo que entrou na reta final com uma candidatura própria ao Buriti agora enfrenta uma sucessão de reposicionamentos individuais — uma debandada política que transforma o projeto de retorno de Arruda em um espólio disputado por diferentes candidaturas.




