A governadora do Distrito Federal, , utilizou o espaço do programa Vozes da Comunidade, exibido neste sábado (11), para se posicionar publicamente sobre a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e a controversa proposta de aquisição de ativos ligados ao Banco Master. Em tom firme, a chefe do Executivo local buscou delimitar responsabilidades e, ao mesmo tempo, apresentar um caminho para a recuperação da instituição financeira.
Durante a entrevista, Celina foi enfática ao negar qualquer participação nas decisões que levaram o BRB a avaliar a operação com o banco privado. Ao mesmo tempo, reconheceu que, independentemente da origem do problema, a responsabilidade política de enfrentá-lo recai sobre o atual governo. “Eu não fui convidada, eu não fui comunicada sobre nenhum assunto de BRB, de possível venda. E o problema do BRB foi um problema que, apesar de não ter sido consultada, de não ter participado de nenhum tipo de decisão direta ou indireta, ele cai sobre a nossa responsabilidade de ajudar agora a resolvê-lo”, afirmou.
O posicionamento ocorre em meio a um cenário de pressão política e econômica sobre o BRB, que nos últimos meses passou a ser alvo de questionamentos sobre sua gestão patrimonial e estratégias de expansão. A tentativa de aquisição de ativos do Banco Master, segundo a governadora, envolve uma engenharia financeira complexa: cerca de R$ 4 bilhões seriam pagos à vista, enquanto os outros R$ 11 bilhões estariam vinculados a ações e à recuperação futura desses ativos.
Celina detalhou que a proposta já chegou oficialmente ao banco e depende de aval do Banco Central para avançar, destacando que o objetivo imediato seria melhorar a liquidez da instituição. Ainda assim, evitou qualquer discurso simplista sobre uma solução rápida. “A solução do BRB, a gente precisa ser bem transparente sobre isso, não é uma solução com facilidade, até porque nós temos algum problema patrimonial, mas ela é uma solução que melhora muito a condição do banco”, explicou.
No campo político, a fala da governadora também sinaliza uma tentativa de reposicionamento diante da crise. Ao se distanciar das decisões anteriores, Celina constrói uma narrativa de legitimidade para liderar o processo de recuperação, ao mesmo tempo em que cobra responsabilização de gestões passadas. “A minha fala é muito dura sobre as pessoas que deixaram o banco ficar nessa situação. Eu espero que a justiça traga mesmo essa clareza e essa transparência”, disse.
A estratégia evidencia um movimento clássico em momentos de crise institucional: separar a imagem do atual governo das decisões que geraram o problema, enquanto assume o protagonismo na solução. Ao afirmar que não participou dos atos, mas que tem “legitimidade para falar e ajudar a salvar”, Celina Leão tenta consolidar sua posição como liderança de estabilidade em meio a um episódio que pode ter desdobramentos políticos e jurídicos relevantes nos próximos meses.
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