Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram, na manhã deste domingo (31 de agosto), uma carreata em defesa de anistia aos presos dos atos de 8 de janeiro e com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo federal. A mobilização saiu da Torre de TV rumo ao condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Faixas e cartazes pediam “anistia já” e “fora Moraes”, e bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel foram erguidas ao longo do ato.
O movimento ocorre às vésperas do início do julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe de 2022. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia a análise do caso nesta terça-feira (2/9), com sessões reservadas ao longo da semana.
Contexto do julgamento
Segundo o STF, estão marcadas cinco datas para o julgamento do “núcleo 1”, que inclui o ex-presidente e ex-integrantes de seu entorno político e militar. O colegiado é presidido pelo ministro Cristiano Zanin. N
Medidas cautelares e a posição da defesa
Desde o início de agosto, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro cumpre recolhimento domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, após descumprir restrições — entre elas, a proibição de realizar postagens por meio de perfis de terceiros.
Em outra frente, a Polícia Federal localizou no celular do ex-presidente um rascunho de pedido de asilo político dirigido ao presidente da Argentina, Javier Milei, datado de 2024. A defesa afirma que o arquivo não passou de um esboço e nega qualquer tentativa de fuga.
Próximos passos
Com o início do julgamento na terça-feira, a expectativa é que os ministros ouçam as partes e comecem a proferir votos nas sessões já reservadas na pauta. Eventuais pedidos de vista ou de destaque podem alterar o ritmo da análise, a depender das deliberações do colegiado.