José Guimarães, o “Capitão Cueca”, rejeita ajuda ao BRB escancarando o ódio esquerdista por Brasília e o histórico de embates do governo Lula com o DF
O líder do governo no Congresso, José Guimarães — conhecido como “Capitão Cueca” após o escândalo em que um assessor foi flagrado com dinheiro escondido na roupa íntima — voltou ao centro das tensões políticas ao declarar ser “radicalmente contrário” a qualquer socorro federal ao Banco de Brasília (BRB).
A fala, direta e sem margem para interpretação, ocorre em meio à crise enfrentada pelo banco público do Distrito Federal, após prejuízos bilionários ligados a operações com o Banco Master e investigações que atingiram a antiga gestão da instituição.
A posição do capitão, petista, não apenas fecha portas para uma possível ajuda da União, como também reforça um padrão recente de atritos sectários por parte do governo Lula em relação Distrito Federal. Nos bastidores políticos a avaliação é de que Brasília tem sido alvo frequente de decisões e discursos que, na prática, fragilizam a autonomia financeira e institucional da capital.
Há pouco menos de 6 meses da eleição o PT e seus companheiros irão às últimas consequências para não perder o poder e se possivel derrubar o governo local.
Um dos episódios mais sensíveis foi a disputa em torno do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), principal mecanismo de financiamento da segurança pública, saúde e educação da capital. Integrantes do governo federal chegaram a defender mudanças no modelo de correção dos repasses, o que foi interpretado por autoridades locais como uma tentativa de redução indireta de recursos.
Além disso, após os atos de 8 de janeiro de 2023, o Distrito Federal também entrou na linha de fogo de ministros do governo Lula. Na ocasião, houve uma forte ofensiva política contra a gestão local, com críticas contundentes à condução da segurança pública. A intervenção federal na área, determinada à época, ampliou o desgaste institucional e alimentou uma narrativa de responsabilização direta do DF pelos acontecimentos.
Esse conjunto de episódios criou um ambiente de desconfiança entre o governo local e o Palácio do Planalto — cenário que agora se agrava com a negativa de apoio ao BRB.
Enquanto isso, a governadora do DF, Celina Leão, tem adotado uma postura firme na defesa da instituição financeira, cobrando transparência, investigação rigorosa e, sobretudo, responsabilidade dos envolvidos nas irregularidades. A expectativa no governo local é de que o banco seja preservado, dada sua importância estratégica para a economia da capital.
O episódio evidencia mais do que uma divergência pontual: escancara uma relação ainda marcada por ruídos políticos, disputas de narrativa e decisões que, na prática, colocam Brasília no centro de um embate federativo cada vez mais explícito.
No meio desse cenário, a recusa do “Capitão Cueca” em socorrer o BRB não soa apenas como uma posição técnica, porque ele apenas um carreirista político, mas como mais um capítulo de uma relação que segue longe de qualquer estabilidade.




