Quem pede votos para si, mas economiza campanha para Celina Leão, precisa ser cobrado pelo compromisso que apresenta ao eleitor.
A crítica alcança candidatos a deputado federal e distrital que deixaram a candidatura da governadora em segundo plano. Receber apoio, aproveitar o palanque e depois esconder o 11 é uma postura que considero politicamente incorreta. Aliança exige reciprocidade; conveniência merece outro nome.
Para quem terminou a eleição sem mandato, a derrota deveria provocar uma revisão de comportamento.
Ter comandado uma secretaria, inclusive a de Turismo, não transforma a pasta em patrimônio pessoal. Redes de influência não podem converter órgãos públicos em “feudos” nem assegurar abrigo político depois de uma derrota. Secretaria exige competência e responsabilidade.
O contribuinte não tem obrigação de financiar prêmio de consolação.
Na minha avaliação, o baixo empenho de parte dos candidatos na campanha de Celina pode ter custado votos à governadora.
O eleitor podia votar no deputado sem votar nela, sobretudo quando recebia uma campanha concentrada no número do candidato e pouca defesa da candidatura ao governo. Faltou a alguns aliados explicar, convencer e mobilizar. O voto no próprio nome nunca foi garantia de voto no 11.
Agora, eleitos e derrotados precisam demonstrar compromisso nas ruas, nas redes e junto às suas bases.
Quem encontrou disposição para promover a própria candidatura deve apresentar o mesmo empenho por Celina no segundo turno. Quem continuar ausente terá de se acomodar no esquecimento político.
Uma futura gestão deve escolher seus integrantes pela capacidade de servir à população. Para quem quer conservar influência, mas poupa esforço, fica o recado: gabinete público não é extensão do conforto particular.
O povo pode até ter memória curta, mas o gestor não deveria!




