Uber sobe o padrão e exclui carros de categorias premium

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Uber sobe o padrão e exclui carros de categorias premium, pressionando motoristas a investir mais

A iniciou 2026 com uma mudança que já impacta diretamente o bolso de milhares de motoristas no Brasil. A empresa atualizou os critérios de veículos aceitos nas categorias Black e Comfort, elevando o nível de exigência e retirando modelos que, até então, operavam normalmente nas plataformas premium.

Na prática, a nova regra reposiciona o que a Uber considera “carro de alto padrão”. Modelos compactos, versões de entrada e até veículos relativamente novos deixaram de atender aos critérios, mesmo estando em bom estado de conservação. A medida atinge principalmente motoristas que utilizavam carros intermediários para acessar tarifas mais altas.

Entre os veículos excluídos da categoria Black estão modelos como , e . A retirada não leva em conta apenas o ano de fabricação, mas também o posicionamento de mercado e o nível de acabamento dos carros.

Além disso, a Uber passou a exigir anos mínimos mais recentes para entrada ou permanência nas categorias. Em muitos casos, os veículos precisam ser a partir de 2019, enquanto alguns modelos mais valorizados exigem ano 2023 ou superior — uma barreira que eleva significativamente o custo de entrada para motoristas interessados nas categorias premium.

Outro ponto que permanece rígido é o desempenho do condutor. Para atuar no Black, é necessário manter nota mínima de 4,85 e um histórico consistente de viagens, além de cumprir requisitos básicos como quatro portas e ar-condicionado.

Na categoria Comfort, considerada intermediária, as mudanças também foram sentidas. O , por exemplo, já tem data para sair da lista: julho de 2026. Outros modelos populares continuam aceitos, mas agora com exigência de ano mais recente, o que limita a permanência de veículos mais antigos.

A justificativa da empresa é acompanhar a evolução do mercado automotivo e melhorar a experiência do usuário. No entanto, na prática, a atualização transfere para o motorista o custo dessa “evolução”. Com veículos mais caros e exigências mais altas, muitos profissionais podem ser forçados a migrar para categorias mais baratas — ou até deixar a plataforma.

O movimento também sinaliza uma tendência clara: a Uber está reposicionando suas categorias premium para um público mais exigente, enquanto aumenta a distância entre quem pode e quem não pode investir em veículos mais novos.

No fim das contas, o passageiro ganha mais conforto. Já o motorista, mais uma conta para fechar — e cada vez mais apertada.

 


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