O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o chamado “conselho da paz” voltado à situação em Gaza, iniciativa anunciada neste sábado e que faz parte da segunda fase do plano de Washington para encerrar o conflito no território palestino.
Segundo informações divulgadas, Lula ainda não respondeu ao convite. O presidente brasileiro tem histórico de críticas às ações militares na Palestina e chegou a classificar o episódio como genocídio em declarações públicas feitas no ano passado.
“Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso”, afirmou Lula em setembro do ano passado, pouco antes do acordo firmado no mês seguinte para o fim da guerra em Gaza.
O governo americano informou que o conselho será presidido por Trump e reunirá líderes e figuras próximas ao presidente dos EUA. A criação do grupo foi anunciada oficialmente neste sábado como parte da estratégia diplomática norte-americana para a região.
Também neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que recebeu o convite e divulgou a carta em suas redes sociais. Em publicação no X, Milei afirmou que será “uma honra” acompanhar a iniciativa.
De acordo com a composição divulgada, o conselho contará com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, do presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
A eventual participação de Lula ocorre em um contexto de posições públicas divergentes entre o governo brasileiro e a Casa Branca sobre o conflito em Gaza, o que adiciona peso político à decisão do presidente brasileiro de aceitar ou não o convite para integrar o conselho.




