O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2/4) que irá impor tarifa de 10% sobre todos os produtos brasileiros importados pelo país. De acordo com o republicado, a medida corresponde a uma reciprocidade tarifária contra os principais parceiros comerciais que o país mantém no mundo.
Trump indicou a nova tarifa por meio de uma tabela, apresentada ao público, que revelou outras taxas de importação que serão aplicadas a partir desta quarta-feira. Além da taxa contra o Brasil, também haverá a cobrança de 34% sobre os produtos chineses, 20% sobre itens importados da União Europeia e 46% contra o Vietnã, além de diversos outros países.
Confira todas as taxas
“Implementar tarifas recíprocas a outros países é algo que deveríamos ter feito há muito tempo. Nós não pensamos nisso por décadas. As nações que nos trataram mal nós iremos culminar as tarifas as barreiras não monetárias e as tarifas e outras formas, porque eles parecem ser gentis, mas não foram muito gentis”, disse Trump durante discurso no jardim da Casa Branca.
“É a nossa declaração de independência econômica”
As tarifas fazem parte do plano do presidente norte-americano para garantir que o país adote taxas recíprocas contra outras nações. De acordo com o governo dos EUA, o critério utilizado para a escolha das novas alíquotas é a tarifa média que cada país adota em relação aos produtos vindos dos EUA.
Desta forma, a tabela anunciada por Trump indica que as tarifas que serão implementadas a partir de agora correspondem a 50% das taxas médias cobradas por cada país. Além disso, há um piso de 10% para todas as nações, ou seja, no caso do Brasil, a tarifa média indicada pela tabela é de 10%, mas em vez de cobrarem a metade da alíquota (5%), a taxa adotada pelos EUA será o piso.
“Nós fazemos isso para evitar que eles roubem a gente. Temos de olhar para quais os produtos que virão para cá, muita coisa pode acontecer na entrada”, disse Trump. Sobre a possibilidade de contestação de outros países às tarifas anunciadas, ele incitou empresas estrangeiras a “fazer a sua própria alíquota”, estabelecendo indústrias próprias nos EUA.
“É a nossa declaração de independência econômica. Há anos, trabalhadores, cidadãos foram deixados de lado enquanto outras nações ficaram ricas e poderosas a nossas custas. Mas agora é a nossa vez de prosperar, e ao fazer isso, vamos gerar trilhões e trilhões de dólares, diminuindo os nossos impostos e isso vai acontecer muito rapidamente. Com essas ações, nós finalmente faremos a América grande novamente, maior do que nunca”, destacou o presidente.