O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar a atuação de influenciadores digitais no contexto do caso Banco Master, com foco na possível tentativa de pressão sobre o Banco Central do Brasil (BC), em Brasília, nos últimos meses.
A decisão foi tomada nesta terça-feira, 29 de janeiro de 2026, após a identificação de publicações coordenadas nas redes sociais que teriam como objetivo influenciar decisões regulatórias e administrativas relacionadas ao banco.
De acordo com informações apuradas, a investigação busca esclarecer se os influenciadores receberam pagamento para publicar conteúdos favoráveis a determinados interesses e, principalmente, quem financiou essas ações digitais. O foco do inquérito é a existência de eventual atuação organizada com finalidade de interferência institucional.
O Banco Central do Brasil (BC), responsável pela supervisão do sistema financeiro, já havia adotado medidas administrativas relacionadas ao Banco Master, o que elevou a repercussão pública do caso e ampliou a circulação de conteúdos opinativos nas redes sociais.
No entendimento do STF, a apuração é necessária para verificar se houve extrapolação do direito à livre manifestação de opinião, com possível enquadramento em práticas de pressão indevida sobre órgãos de Estado.
A investigação deverá incluir a análise de contratos, transferências financeiras, mensagens e vínculos entre influenciadores, empresas de comunicação digital e agentes econômicos interessados no desfecho do caso.
O avanço do inquérito ocorre em um momento de maior atenção do Judiciário sobre o uso de redes sociais em disputas econômicas e institucionais, especialmente quando envolvem o sistema financeiro nacional e a atuação de autoridades reguladoras.
Até o momento, não há nomes oficialmente divulgados entre os investigados, e o procedimento segue sob sigilo parcial.




