Rodovias federais registram 130 mortes durante o feriado de Carnaval

Foto: Divulgação/PRF
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O feriado de Carnaval de 2026 terminou com um saldo trágico nas estradas do país, consolidando-se como o mais violento desde o ano de 2020.

O balanço preliminar divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (19/02) apontou o registro de 1.241 acidentes nas rodovias federais entre os dias 13 e 18 de fevereiro, resultando em 1.481 pessoas feridas e 130 mortes.

Os números representam um salto alarmante em comparação ao mesmo período festivo de 2025, quando a corporação havia contabilizado 1.190 sinistros e 85 vítimas fatais, evidenciando uma piora significativa na segurança viária e no comportamento dos condutores.

A análise dos dados pelas autoridades de trânsito revelou um aumento superior a oito por cento na incidência de acidentes classificados como graves, afetando majoritariamente ocupantes de automóveis de passeio e motocicletas.

Um dado que chamou a atenção das equipes de fiscalização foi a ocorrência de colisões severas, com múltiplas vítimas fatais, em trechos rodoviários que não figuravam previamente na lista de pontos críticos.

Essa fatalidade ocorreu a despeito do intenso planejamento estratégico da operação, que havia direcionado um policiamento redobrado e ostensivo para os principais corredores logísticos que dão acesso aos destinos turísticos mais procurados, englobando estados de grande fluxo como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina.

Durante a força-tarefa, que aliou repressão a campanhas educativas sobre os perigos do excesso de velocidade e das ultrapassagens proibidas, os agentes abordaram mais de 326 mil veículos e pessoas, aplicando mais de 118 mil testes de bafômetro.

A imprudência ao volante refletiu-se no alto volume de autuações, com 2.400 condutores multados por dirigirem sob efeito de álcool ou se recusarem a fazer o teste, culminando na prisão em flagrante de 93 motoristas.

O desrespeito sistemático às leis de trânsito também ficou evidente nos radares, que capturaram mais de 55 mil veículos acima do limite de velocidade, somando-se a milhares de infrações por manobras irregulares, falta do uso do cinto de segurança e do capacete, além de mais de mil registros de transporte de crianças sem a cadeirinha obrigatória.

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