O relatório de inteligência da Polícia Federal anexado pelo ministro Alexandre de Moraes ao pedido de investigação contra André Mendonça apresenta padrões de redação compatíveis com possível uso de inteligência artificial. A hipótese surgiu após trechos do documento serem submetidos a ferramentas de detecção automatizada, mas ainda não há perícia capaz de confirmar a origem do texto.
O material chama atenção pela linguagem padronizada, pela divisão simétrica dos argumentos e pelo emprego recorrente de classificações, ressalvas metodológicas e expressões abstratas. A versão divulgada também não exibe assinatura individual identificável, embora esteja registrada como documento institucional, de circulação restrita e sem valor probatório.
O próprio relatório admite que parte de suas conclusões possui grau de confiança “baixo a moderado” e reúne avaliações sobre motivações, estratégia e posicionamento político de Mendonça. O documento foi utilizado por Moraes para sustentar acusações de possível interferência do colega nas investigações relacionadas ao Banco Master.


Os sinais encontrados não provam que o relatório tenha sido produzido por inteligência artificial nem invalidam automaticamente seu conteúdo. A resposta definitiva exige acesso ao arquivo original, análise dos metadados e perícia técnica — providências necessárias diante do peso institucional de um documento empregado numa ofensiva entre ministros do Supremo.




