A Prefeitura de São Paulo registrou o maior valor de subsídio público já destinado às empresas de transporte coletivo por ônibus em sua história recente, conforme dados e análises que circulam entre órgãos municipais e especialistas em mobilidade urbana.
Segundo informações oficiais de SPTrans, o gasto com subvenções para manter a operação do sistema de ônibus — que compensam a diferença entre os custos de operação e a arrecadação com tarifas — atingiu cerca de R$ 6 bilhões até outubro de 2025, o que representa um recorde histórico de aporte de recursos públicos ao setor.
Esse volume recorde de subsídios tem sido impulsionado por fatores estruturais, como crescimento dos custos operacionais das empresas, que avançaram acima da arrecadação de tarifas, e a necessidade de manter o sistema em funcionamento com padrões mínimos de serviço.
O prefeito Ricardo Nunes e a gestão municipal avaliam ajustes contratuais com as concessionárias e revisões regulatórias como parte das medidas para tentar equilibrar os custos. A expansão dos subsídios coloca em pauta debates sobre a sustentabilidade financeira do sistema de transporte coletivo paulistano e impactos no orçamento municipal para 2026, especialmente diante de pressões por investimentos em mobilidade e qualidade do serviço.
Especialistas em transporte urbano destacam que, apesar de os subsídios serem uma prática comum para viabilizar tarifas acessíveis, o recorde alcançado reflete tensões entre receitas tarifárias, custos operacionais e necessidade de serviço contínuo, elemento que também tem sido observado em outras capitais brasileiras.
A discussão segue entre gestores, usuários e entidades da sociedade civil, na busca de soluções que conciliem sustentabilidade financeira, qualidade do serviço e acessibilidade do transporte público urbano.




