Uma fala do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, transformou um tema administrativo em debate nacional ao sugerir que a eventual liberação de servidores públicos durante jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 dependeria da convocação de Neymar. A declaração, feita na terça-feira, 31 de março, rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os limites entre gestão pública e opinião pessoal.
Ao ser questionado sobre o expediente dos servidores durante o torneio, o prefeito respondeu em tom descontraído: “Se convocar o Neymar, aí a gente pensa nisso. Fora isso, não dá não”. A fala, ainda que em clima de brincadeira, foi suficiente para acender o debate sobre critérios administrativos e prioridades na condução do serviço público.
Nos bastidores esportivos, o contexto adiciona ainda mais tempero à polêmica. Neymar não participou dos últimos amistosos da Seleção Brasileira e sua presença na convocação final ainda é incerta, o que torna a fala do prefeito ainda mais controversa — misturando expectativa esportiva com decisões que impactam diretamente a rotina de servidores municipais.
Especialistas em direito administrativo alertam que decisões sobre expediente público devem seguir critérios técnicos e legais, e não estarem condicionadas a fatores externos, como a escalação de um jogador. Ainda assim, o episódio expõe como o futebol, mais uma vez, invade a esfera institucional brasileira — e, ao que tudo indica, com direito a drible, chute e muita repercussão.
Enquanto isso, nas redes, a dúvida permanece: será que o expediente agora também depende da escalação do técnico?
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