PF não vê indícios suficientes de crime de Nikolas em conversas com Vorcaro e descarta inquérito específico
Um relatório da Polícia Federal sobre mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro concluiu que não foram encontrados elementos suficientes para justificar a abertura de um inquérito específico ou a adoção de medidas investigativas contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Na análise das conversas, a PF registrou 14 itens recuperados do WhatsApp, incluindo dois áudios. Segundo o documento, os diálogos envolvem críticas feitas anteriormente pelo parlamentar ao Banco Master, o Fórum de Londres e um pedido de intermediação relacionado a Thiago Faria, ex-assessor de Nikolas, que pretendia tratar de uma questão administrativa envolvendo a liberação de um ativo minerário.

O ponto central da avaliação policial é objetivo: os investigadores afirmam que não identificaram promessa de vantagens, negociação de valores ou qualquer elemento que, isoladamente, caracterizasse a prática de crime. A conclusão técnica registra que as mensagens demonstravam contato de natureza pessoal e profissional, mas sem elementos que permitissem, naquela etapa, concluir pela existência de ilícito penal.
A conclusão da PF ganha relevância diante da repercussão política das conversas. Nesta quinta-feira (3), a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) pediu ao ministro André Mendonça que apure o episódio e avalie a convocação de Nikolas e de seu ex-assessor. O pedido político, porém, ocorre diante de uma conclusão já registrada no material policial: “não foram identificados indícios suficientes” para investigar especificamente o deputado.




