O presidente anunciou nesta quinta-feira (19) a substituição de por no comando do . A decisão ocorre em meio à saída de Haddad para disputar as eleições de 2026 — movimento que, embora esperado nos bastidores, escancara a sobreposição entre agenda econômica e interesses eleitorais do governo federal.
Durigan, até então número dois da pasta, foi peça ativa na formulação das principais medidas econômicas da atual gestão, incluindo o arcabouço fiscal. Em nota oficial, o Planalto indica que a escolha busca garantir “continuidade” na política econômica. No entanto, a troca levanta questionamentos no mercado e entre especialistas sobre o real grau de autonomia do novo ministro diante de um cenário político cada vez mais pressionado.
A permanência da mesma equipe técnica pode, em tese, assegurar estabilidade. Por outro lado, críticos apontam que a simples manutenção de nomes não resolve os desafios estruturais do país, como o equilíbrio das contas públicas e a execução efetiva de reformas — especialmente a tributária, ainda cercada de incertezas quanto à implementação.
Fontes do próprio Ministério da Fazenda reconhecem, reservadamente, que o ambiente político tende a influenciar decisões econômicas nos próximos meses, sobretudo com o avanço do calendário eleitoral. A leitura é de que o governo tenta evitar turbulências imediatas, mas adia enfrentamentos mais profundos.
A escolha de Durigan, portanto, sinaliza menos uma ruptura e mais uma tentativa de controle de danos. Em um governo frequentemente criticado por oscilar entre discurso técnico e pressão política, a mudança reforça a percepção de que a economia segue subordinada ao tabuleiro eleitoral — um risco conhecido, mas ainda longe de ser superado.
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